Questões Comentadas

Estude com 15823 questões”.
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  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE15686 - (Contador. Câmara Municipal de Alumínio. 2026. Vunesp) Leia a tira para responder à questão a seguir:

 

 

(Bob Thaves. Frank & Ernest. https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 20.10.2025)

 

A resposta à pergunta que consta na tira pode ser reescrita, respeitando o sentido e a norma-padrão, da seguinte forma:

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SE15685 - (Agente – Financeiro. Câmara Municipal de Caraguatatuba. 2026. Vunesp) Leia a charge a seguir para responder à questão.

 

 

(Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-maioria-dos-lares-brasileiros-e-chefiado-por-mulheres/, 10.08.2025. Adaptado)

 

Em relação à norma-padrão de colocação pronominal, o trecho “Leve-me ao seu líder” está corretamente reescrito em

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SE15684 - (Assistente de Suporte Acadêmico II – Biblioteca. UNESP. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

 

Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

 

Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

 

Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

 

Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

 

A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.

 

(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

 

A alteração da expressão destacada pela que está entre colchetes mantém a norma-padrão de colocação pronominal em:

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SE15683 - (Assistente de Suporte Acadêmico II – Biociências. UNESP. 2026. Vunesp) Desconectados

 

Cerca de 18 milhões de brasileiros, ou 9,5% da população acima de 10 anos, não tinham acesso à internet em 2025, de acordo com o módulo de tecnologia da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE.

 

É um contingente espantoso dado o papel central da internet no acesso a serviços públicos, financeiros e educacionais. Isso sem contar o fato de que há um amplo mercado de trabalho organizado em torno da integração digital, como o de motoristas de serviços de aplicativos e de entregas.

 

Embora o preço seja um entrave ao acesso para 25,9% dos 4 milhões de domicílios brasileiros “desconectados”, a principal razão para a falta de conexão digital não é financeira. Em 36,5% dos domicílios sem acesso digital, nenhum morador sabia usar a internet, um verdadeiro descalabro.

 

O analfabetismo digital custa caro ao Brasil, impedindo que o País saia da armadilha da baixa produtividade. A internet não é apenas uma ferramenta de trabalho cada vez mais relevante, mas um meio essencial para reduzir trâmites burocráticos, para agilizar a comunicação e para franquear acesso à educação e à saúde, entre outras finalidades.

 

Durante o necessário período de isolamento social provocado pela pandemia de covid-19, por exemplo, foi a internet que permitiu interações humanas e de trabalho. Graças a ela, crianças não perderam o ano escolar por completo e empresas continuaram produzindo, o que impediu uma depressão econômica ainda maior do que a que se viu no período de 2020/2021.

 

Por tudo isso, urge que o País trabalhe para democratizar ainda mais o acesso aos meios digitais e também para ensinar sua população a utilizá-los.

 

A pandemia de covid-19 felizmente passou, mas muitas das mudanças que ela provocou, inicialmente pensadas como pontuais, tornaram-se permanentes. Além disso, a crescente digitalização das transações financeiras mudou drasticamente a relação entre clientes e bancos.

 

O caso do Pix é exemplar. O sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central permite que milhões de brasileiros recebam, de forma segura e sem pagamento de taxas, pelos serviços que prestam ou pelos produtos que entregam, o que só torna ainda mais insólito que quase 10% da população do País não tenha acesso à internet.

 

Instrumento de desenvolvimento e inserção social, o acesso à internet precisa não só ser acelerado, mas também dominado pela população brasileira, tão carente de oportunidades e cada vez mais na retaguarda de indicadores globais de educação e de competitividade.

 

(Opinião do Estadão, 13.07.2026, https://www.estadao.com.br. Adaptado)

 

O emprego e a colocação do pronome destacado estão de acordo com a norma-padrão em:

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  • Ano: 2026
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SE15682 - (Assistente Administrativo. UNIFESP. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir para responder à questão.

 

Simpatia pelo lobo

 

O lobo é o grande bicho-papão das histórias infantis. Criatura da escuridão, de olhos amarelos e devorante boca, carrasco de inocentes – é o que nos asseguram as fábulas O lobo e o cordeiro (Esopo, La Fontaine), Chapeuzinho Vermelho (Charles Perrault, irmãos Grimm), Os três porquinhos (Joseph Jacobs), entre outras.

 

Não é difícil entender a razão desse estigma: diferentemente das vacas, porcos e ovelhas, o lobo é um dos animais que, tal como a aranha e a serpente, recusaram a domesticação, permanecendo independentes do homem. Sobre esta escolha crucial temos o testemunho insuspeito de Esopo. Convidado pelo cão a trocar as agruras da liberdade pelas migalhas da servidão, ele retrucou: “Antes livre, mas faminto, do que gordo, mas cativo!”.

 

Tendo rejeitado a civilização, o lobo seguiu seu caminho, irremediavelmente fiel à natureza. Daí ter se tornado a representação sensível da selvageria, dos instintos, dos subterrâneos da alma.

 

A natureza sabe ser hostil, mas também sabe prover: foi uma loba etrusca que amamentou Rômulo e Remo. E ela, sobretudo, sabe ensinar. Como dizia seu aluno Leonardo da Vinci, todos “aqueles que tomam por mestre a outro que não seja a natureza, mestra de mestres, se esforçam em vão”.

 

(Mauricio Puls. Revista Quatro Cinco Um. Outubro de 2020. Adaptado)

 

Assinale a alternativa em que o trecho do texto foi reescrito em conformidade com a norma-padrão de colocação dos pronomes.

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  • Ano: 2026
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SE15681 - (Assistente – Informática. Câmara Municipal de São Roque. 2026. Vunesp) Em meio a metas e expectativas, muitas vezes ignoramos os sinais de adoecimento emocional. O bem-estar individual é diretamente influenciado por pressões constantes, excesso de trabalho, insegurança financeira, conflitos nas relações, falta de reconhecimento no trabalho e o desafio de equilibrar vida pessoal e profissional.

 

Segundo a psicóloga Ana Letícia Clemente Tavares, do TST, um ambiente de trabalho saudável deve ser um espaço de reconhecimento, de cooperação e de possibilidade de expressão tanto das nossas potencialidades quanto dos nossos limites. “Reconhecer limites não é uma fragilidade. Ao contrário, é um ato de responsabilidade e de cuidado fundamental para a preservação da saúde mental”, explica. “O sofrimento surge, muitas vezes, quando ______ pessoa é levada ______ negar seus próprios limites para atender ______ demandas excessivas do trabalho”.

 

(Andrea Magalhães. Janeiro Branco: campanha nacional sobre saúde mental diz respeito também ao ambiente de trabalho. https://www.tst.jus.br, 07.01.2026. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que está em conformidade com o que se afirma no texto e com a norma-padrão de colocação pronominal.

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  • Ano: 2026
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SE15680 - (Técnico em Contabilidade. Prefeitura de Itaquaquecetuba. 2026. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

A coerência do Banco Central

 

Era bola cantada que o Comitê de Política Monetária (Copom) manteria a taxa básica de juros em 15% ao ano. Não havia nada a justificar uma mudança de rota por parte do Banco Central (BC). Nesse sentido, a unanimidade em torno da decisão enfatizou a coesão e a coerência de seus membros na definição da política monetária.

 

Os indicadores não ajudam muito. A economia desacelerou, mas a taxa de desemprego no trimestre encerrado em setembro atingiu 5,6%, menor nível da série histórica, iniciada em 2012.

 

A inflação arrefeceu, mas tanto o índice cheio como os núcleos, que excluem os itens mais voláteis, permanecem acima da meta de 3%, assim como as expectativas para o IPCA deste ano e o de 2026. As projeções para o segundo trimestre de 2027, horizonte que guia as decisões do Copom, recuaram de 3,4% para 3,3%, mas ainda estão em nível acima da meta.

 

Não havia, portanto, como sinalizar algum alívio no curto prazo. Para marcar essa posição, o BC preferiu repetir uma frase mencionada em divulgações anteriores, segundo a qual é preciso manter as taxas de juros elevadas por período “bastante prolongado”. Assim, foi praticamente sepultada a possibilidade de que a Selic possa cair ainda em 2025, além de ter sido reduzida sobremaneira a aposta em uma queda em janeiro. Agora, a maioria do mercado passou a acreditar que os cortes só devem começar em março.

 

A boa notícia é que o BC cravou que os juros em 15% ao ano, no maior nível em quase 20 anos, serão suficientes para assegurar que a inflação convirja rumo à meta. Pode parecer pouca coisa em um comunicado tão duro, mas, até então, o Copom ainda manifestava dúvidas sobre a eficácia dessa estratégia. Isso, de certa forma, deixava implícita a possibilidade de que a Selic teria de ir além para alcançar a meta de 3%.

 

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 07.11.2025. Adaptado)

 

A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão em:

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SE15679 - (Engenheiro de Segurança do Trabalho. Prefeitura de Campinas. 2026. Vunesp)

 

Produtividade desafia indústria

 

Três décadas atrás, em 1995, o setor manufatureiro – conhecido como indústria de transformação, por converter matéria-prima em equipamentos e bens de consumo – registrava produtividade 78% acima da média geral da economia brasileira. Entre avanços e recuos, a distância encurtou e, no ano passado, o nível de produtividade da indústria de transformação estava apenas 9% superior ao resultado geral. Não seria uma notícia ruim, se indicasse uma melhoria profunda e geral da eficiência na produção brasileira, mas a realidade é que o parque fabril vem perdendo fôlego.

 

Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), publicado pelo jornal Valor, compara o nível de produtividade de 1995 (R$ 58,8 por hora trabalhada) com o de 2024 (R$ 45,3) para concluir que essa relação despencou 23%. Não é uma regra geral na economia. Na agropecuária, que vem liderando investimentos em pesquisa e tecnologia, o valor de R$ 7,5 por hora trabalhada aumentou para R$ 40,6 entre 1995 e 2024.

 

O estudo foi feito em abril deste ano, mas dados desagregados e atualizados pela economista Silvia Matos, do FGV Ibre, mostram que a situação continua muito ruim, com desempenho satisfatório apenas no agro, que elevou a produtividade em 14,2% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o que garantiu o saldo positivo, ainda que insignificante, de 0,2% no total.

 

A fragilidade da indústria nacional com a perda de competitividade e produtividade tampouco é generalizada. Há exceções com tecnologia de ponta em linhas de produção, mas, na média, os dados mostram que o Brasil está ficando para trás. Diante dos dados recentes do IBGE, que revelam o rápido envelhecimento da população e o fim do bônus demográfico – quando a proporção de pessoas ativas na economia começa a perder espaço para os inativos –, o País precisa elevar de forma vigorosa a produtividade, assim como necessita de ajuste na Previdência e de investimento educacional em qualificação.

 

Com rapidez o mundo troca a recente “Indústria 4.0”, ou quarta revolução industrial, marcada pela integração de tecnologias digitais, pela moderníssima “Indústria 5.0”, focada na “humanização” da automação, que busca potencializar a criatividade humana tendo a seu serviço a tecnologia. Mas o Brasil ainda engatinha no uso de conceitos já amplamente disseminados como a internet das coisas, a inteligência artificial e a robótica avançada das chamadas “fábricas inteligentes” e está demorando a incorporar de forma ampla as tecnologias digitais.

 

Elevar a produtividade é produzir mais com menos, além de melhorar a qualidade dos produtos. Não é apenas uma forma de garantir mais competitividade às empresas, mas também de aumentar a renda per capita, de forma duradoura, pelos próximos anos.

 

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 04.12.2025. Adaptado)

 

A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão em:

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SE15678 - (Oficial – Magistério/Português. EsFCEx. 2026. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.

 

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna¹ e mais longos que seu talhe de palmeira.

 

O favo da jati² não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

 

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu³, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara⁴. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.

 

Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica⁵, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem, os pássaros ameigavam o canto.

 

Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará⁶ as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste.

 

A graciosa ará⁷, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru⁸ de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá⁹, as agulhas da juçara¹⁰ com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.

 

(José de Alencar, Iracema. 2020)

 

Vocabulário: ¹ Graúna – pássaro de cor negra luzidia. ² Jati – pequena abelha. ³ Ipu – qualidade de terra muito fértil; daí o nome do local. ⁴ Tabajaras – senhores das aldeias; nação que dominava o interior da província. ⁵ Oiticica – árvore frondosa, de sombra fresca. ⁶ Gará – ave paludal, o guará. ⁷ Ará – periquito. ⁸ Uru – cestinho que servia de cofre às selvagens. ⁹ Crautá – bromélia de que se tiram fibras finas. ¹⁰ Juçara – palmeira de grandes espinhos.

 

A colocação pronominal e o emprego das formas verbais estão em conformidade com a norma-padrão em:

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  • Ano: 2026
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SE15677 - (Promotor de Justiça. MPE/SC. 2026. Vunesp) O Botafogo continua a ser o rendez-vous da sociedade elegante desta corte.

 

As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio, o mês das flores, da poesia, a verdadeira primavera da nossa terra.

 

Começa a estação dos bailes e dos saraus. O Campestre dá a sua primeira partida por estes dias; o Cassino nos promete uma bela noite antes do fim do mês.

 

Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante. Ninguém escapará à epidemia; e até alguns malévolos espalham que o próprio ministério fará uma contradança.

 

Venha, pois, o mês gentil, a estação das flores, com as suas belas tardes, com as suas lindas manhãs de cerração, com os seus dias puros e frescos!

 

Quanta coisa bonita que se prepara este tempo! Que belas noites, que alegres divertimentos nos promete ainda o arrabalde do Botafogo!

 

Uma regata, um baile popular, e um fogo de artifício suspenso sobre as águas límpidas da baía! Que magnífico espetáculo!

 

A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.

 

Além destes encantadores divertimentos, ainda teremos outros que por ora estão em segredo, e que se revelarão a seu tempo; assim como muita novidade política que se está guardando para a abertura das câmaras.

 

Que novidades são estas? Não sei; correm tantas versões, que é impossível acertar com a verdadeira. Cada um descreve a situação à sua maneira, forma conjeturas, e acaba fazendo uma pergunta que está no pensamento de todos:

 

– Haverá oposição?

 

Entretanto, na minha fraca opinião, a situação é a mais bela e a mais esperançosa que é possível. Navegamos num mar de rosas ao sopro das brisas bonançosas; faz um tempo soberbo: tudo sorri, tudo brilha.

 

E, se não, lancem os olhos sobre a atualidade e estudem com atenção os prognósticos favoráveis que vão aparecendo.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/) Assinale a alternativa em que a colocação pronominal e a concordância verbal atendem à norma-padrão.

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