Questões Comentadas

Estude com 14255 questões”.
  • 71
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14114 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Considere as informações:

 

•  Estigma ______ por mulheres asiáticas que pedem divórcio (https://www.terra.com.br/noticias, 31.08.2025. Adaptado.)

 •  Quando, a energia elétrica caiu em praticamente toda a Península Ibérica, em Madri, era meio-dia e ______. O que se seguiu a partir daí foi o que se espera em situações como essa: caos. (https://www.nexojornal.com.br, 30.04.2025. Adaptado.)

•  NASA trouxe para Terra _______ gramas de um tipo de asteroide que “pode ter acelerado o surgimento da vida” (https://expresso.pt/sociedade/ciencia, 27.09.2023. Adaptado)

 

De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • 72
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14113 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.

Passaporte da cultura

 

Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

 

Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

 

Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)

 

Considere as passagens:

 

•  ... mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. (1o parágrafo)

•  ... morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco... (3o parágrafo) As vírgulas empregadas nas passagens transcritas apresentam o mesmo motivo de emprego, respectivamente, nas expressões destacadas em:

  • 73
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14112 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.

Passaporte da cultura

 

Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

 

Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

 

Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)

 

A concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão em:

  • 74
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14111 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.

Passaporte da cultura

 

Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

 

Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

 

Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)

 

Considere as passagens:

•  O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. (1o parágrafo)

•  Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. (2o parágrafo)

•  E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos. (3o parágrafo)

 

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:

  • 75
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14110 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.

Passaporte da cultura

 

Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

 

Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

 

Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)

 

Identifica-se termo empregado em sentido figurado, destacado em negrito, na passagem:

  • 76
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14109 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 11 a 15.

Passaporte da cultura

 

Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

 

Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

 

Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.

(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)

 

Da perspectiva apresentada pelo cronista, conclui-se corretamente que

  • 77
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14108 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 06 a 10.

 

Epidemia de violência de gênero tem de ser contida

 

Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

 

Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

 

Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

 

As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

 

A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

 

O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,01.09.2025. Adaptado)

 

Há uma relação de consequência e causa, nessa ordem, explicitada na passagem:

  • 78
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14107 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 06 a 10.

 

Epidemia de violência de gênero tem de ser contida

 

Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

 

Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

 

Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

 

As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

 

A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

 

O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,01.09.2025. Adaptado)

 

Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito. (1o parágrafo) Os termos “Com”, “para”, “Mas” e “e” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:

  • 79
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14106 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 06 a 10.

 

Epidemia de violência de gênero tem de ser contida

 

Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

 

Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

 

Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

 

As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

 

A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

 

O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,01.09.2025. Adaptado)

 

Na oração do 1o parágrafo “... a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável...”, o termo destacado é antônimo de

  • 80
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE14105 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de 06 a 10.

 

Epidemia de violência de gênero tem de ser contida

 

Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

 

Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

 

Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

 

As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

 

A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

 

O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,01.09.2025. Adaptado)

 

No texto, o assombro com a violência que vitima as mulheres aparece expresso em palavras por meio de um substantivo, um adjetivo e um advérbio, correta e respectivamente destacados nas passagens:

Precisa de Ajuda? Precisa de Ajuda?
Aguarde..