Questões Comentadas

Estude com 15901 questões”.
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  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE15814 - (Prefeitura de Osasco. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Que reviravolta linda! Shay Taylor, uma funcionária que atuou por anos como faxineira na limpeza de um hospital nos Estados Unidos, vai retornar ao mesmo local em uma nova função: como médica residente.

 

A mudança de carreira não seguiu um caminho tradicional. Após concluir o ensino médio com bom desempenho, Shay não teve condições de pagar uma universidade nem teve acesso a programas de auxílio financeiro, o que a levou a ingressar diretamente no mercado de trabalho.

 

Foi um problema de saúde na família, mais especificamente de sua mãe, que a fez mudar de ideia e ingressar em um curso de medicina. Hoje, já formada, ela troca de função, mas não de local de trabalho. E com muito orgulho!

 

(Disponível em: https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/03/26/. Adaptado)

 

Assinale a alternativa em que as palavras concordam corretamente.

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  • Ano: 2026
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SE15813 - (Vestibular. UNESP. 2026. Vunesp) Para responder à questão, leia o soneto “Tédio”, do poeta parnasiano Olavo Bilac, publicado originalmente em 1902.

 

Sobre minh’alma, como sobre um trono, / Senhor brutal, pesa o aborrecimento. / Como tardas em vir, último outono, / Lançar-me as folhas últimas ao vento! Oh! dormir, no silêncio e no abandono, / Só, sem um sonho, sem um pensamento, / E, no letargo¹ do aniquilamento, / Ter, ó pedra, a quietude do teu sono!

 

Oh! deixar de sonhar o que não vejo! / Ter o sangue gelado, e a carne fria! / E, de uma luz crepuscular velada,

 

Deixar a alma dormir sem um desejo, / Ampla, fúnebre, lúgubre, vazia / Como uma catedral abandonada!....

 

(Olavo Bilac. Poesias, 2001.)

 

¹ letargo: letargia.

 

No final da terceira estrofe, Olavo Bilac emprega o termo “velada”, assim no feminino, porque este termo concorda com

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SE15812 - (Professor Adjunto de Educação Básica I. Prefeitura de Osasco. 2026. Vunesp) A concordância verbal e nominal está em conformidade com a norma-padrão na frase:

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SE15811 - (Professor de Educação Básica I. Prefeitura de Jardinópolis. 2026. Vunesp) Leia o texto para responder à questão a seguir:

 

Memórias de um aprendiz de escritor Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

 

Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

 

De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

 

Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

 

Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.

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SE15810 - (Motorista. Câmara Municipal de Alumínio. 2026. Vunesp) As relações pessoais não ___________ ser tão fáceis quanto desejamos, e isso se relaciona _________________ muitos fatores que envolvem a natureza humana, que é bastante __________ .

 

Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente e na ordem em que aparecem.

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  • Ano: 2026
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SE15809 - (Assistente de Contratações e Patrimônio. Câmara Municipal de Votorantim. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir para responder à questão.

 

Genética da orquídea-da-praia favorece tolerância a mudanças climáticas

 

A orquídea-da-praia (Epidendrum fulgens) não é como a maioria das orquídeas, que vive sobre galhos e troncos de árvores em florestas úmidas. Na forma de touceira com 1 metro de altura e cachos de flores amarelas, laranja e vermelhas, ela cresce em restingas e dunas, onde o sol é intenso e a areia seca é pobre em nutrientes. Uma equipe de pesquisadores brasileiros e norte-americanos sequenciou o genoma completo da planta e identificou mais de mil grupos de genes exclusivos dessa espécie relacionados a características fisiológicas que podem contribuir para respostas a uma variedade de estressores ambientais, segundo artigo publicado em março na revista científica Genome Biology and Evolution.

 

“O que torna a planta mais resistente a condições extremas é o grande número de cópias de cada um desses genes”, observa o biólogo Fábio Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coautor do artigo. Cada conjunto de cópias forma o que os pesquisadores chamam de família de genes.

 

“Cada gene pode sofrer pequenas modificações no processo de cópia, aumentando a variabilidade genética”, ressalta Pinheiro. O trabalho foi baseado em uma única planta da praia de Prumirim, no município de Ubatuba, no litoral paulista. Os pesquisadores identificaram esses genes depois de concluída a leitura completa do genoma, recurso usado com frequência no melhoramento genético de plantas de interesse comercial, mas pouco adotado em estudos de espécies nativas.

 

“Essas espécies nos ajudaram a localizar genes semelhantes e entender a estrutura do genoma da orquídea-da-praia”, ressalta Pinheiro. Os pesquisadores também usaram como referência o genoma do arroz (Oryza sativa) e da arabeta (Arabidopsis thaliana), muito usada como modelo em estudos de fisiologia vegetal. “Apesar de mais distantes evolutivamente, essas plantas compartilham trechos de DNA que servem como referência mais ampla da estrutura do genoma”, observa Pinheiro.

 

(Gilberto Stam. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br, 18.04.2026. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância nominal e concordância verbal.

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SE15808 - (Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. 2026. Vunesp) Leia trecho da crônica a seguir para responder à questão.

 

Tempo de sedução

 

Tenho tido pensamentos insistentes sobre a sedução. Sobre o que nos leva a achar alguém sedutor – e por que essa característica, tão difusa, vai ganhando importância com o passar do tempo.

 

Na juventude, é a beleza que parece deter os poderes mágicos. Digo “parece” porque ela é, na verdade, a porta de entrada mais superficial da sedução. Somos todos atraídos – ou melhor, seduzidos – pela beleza. E quanto mais jovens, mais reféns nos tornamos desse poder. Rita Lee já sabia disso. Em 1974, lançou Menino Bonito, colocando a beleza no seu devido lugar:

 

[Neste ponto, a crônica cita um trecho da letra da canção “Menino Bonito”.]

 

A mestra já nos avisava: a beleza, sozinha, é uma sedução de curto prazo.

 

(Juliana Azevedo, O Estado de S.Paulo, 26.07.2025. Adaptado)

 

A frase que está de acordo com a norma-padrão de concordância verbal e nominal é:

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  • Ano: 2026
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SE15807 - (Agente de Combate às Endemias. Prefeitura de Jardinópolis. 2026. Vunesp) A norma-padrão de concordância verbal foi respeitada em:

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SE15806 - (Oficial do Quadro Complementar – Magistério/Português. EsFCEx. 2026. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

O Brasil está envelhecendo, mas ainda não sabe onde vai morar

 

O Brasil está envelhecendo – e rápido. Em poucas décadas, o País deixou de ser majoritariamente jovem para ingressar numa transição demográfica profunda, que redefine não apenas políticas públicas, mas também a forma como pensamos cidades, moradia e qualidade de vida. Segundo dados do IBGE, atualmente a população entre 60 e 69 anos representa cerca de 16% dos brasileiros (mais de 31 milhões de pessoas). As projeções são ainda mais contundentes: em 2060, o Brasil deverá somar 73,4 milhões de idosos, com crescimento acelerado sobretudo entre aqueles acima dos 90 anos.

 

Esse novo desenho etário impõe desafios estruturais. Afinal, não se trata apenas de viver mais, mas de como viver melhor. O envelhecimento da população exige respostas que vão além da saúde e da previdência: passam necessariamente pela moradia. É nesse ponto que surge um debate ainda pouco amadurecido no Brasil, mas central no mundo desenvolvido: o da moradia pensada para o envelhecimento ativo.

 

Isso porque envelhecer com dignidade não é apenas um conceito abstrato. É um direito. De um lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o direito à moradia digna como um direito humano fundamental e estabelece princípios específicos para as pessoas idosas, baseados em independência, participação social, cuidado, autorrealização e dignidade.

 

De outro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça esse olhar por meio do programa Cidades Amigas do Idoso, que propõe lares e ambientes adaptados às necessidades físicas, sociais e emocionais da população idosa. Ou seja, a premissa é clara: envelhecer não deve significar isolamento, perda de autonomia ou exclusão da vida comunitária.

 

(Caio Calfat. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/, 16.03.2026. Adaptado)

 

A concordância verbal e a concordância nominal estão em conformidade com a norma-padrão em:

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SE15805 - (Médico do Trabalho e Clínica Geral. UNESP. 2026. Vunesp)

 

Prólogo ao leitor extremamente ocupado

 

“Desocupado leitor…” É assim que Miguel de Cervantes iniciava o prólogo de uma das mais célebres obras literárias da história universal: O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha. Quatrocentos anos depois, neste mundo marcado pelo imediatismo e pelo produtivismo, fico pensando se ainda seria possível iniciar um livro fazendo um convite ao “desocupado leitor” de Cervantes… Pois, na verdade, hoje estamos todos tão extremamente ocupados… Extremamente ocupados e extremamente apressados.

 

Esta pressa e esta azáfama têm, mais que nos ocupado, nos preocupado e, em última análise, nos desumanizado e nos adoecido. E como os que estão doentes precisam de remédio, passo, rapidamente — porque nos falta tempo — a falar sobre o porquê deste livro.

 

Este livro fala sobre um remédio; um tipo muito especial de remédio. O remédio é, como veremos, muito, muito antigo. Foi descoberto ou inventado ainda na aurora da humanidade e, ficando às vezes meio esquecido, precisa ser constantemente resgatado, para que essa mesma humanidade não adoeça mortalmente.

 

Quem nunca experimentou, algum dia, os seus efeitos benfazejos? Eu mesmo me lembro o quanto o desejava e esperava, ansiosamente, quando minha mãe, às vezes meu pai, ou mesmo meu avô, vinham administrá-lo à noite, antes de dormir…

 

Sim, não cabe mais fazer mistério: esse remédio são as histórias. As narrativas que, algumas vezes, brotam da imaginação fértil; outras, das coisas efetivamente ocorridas e reinventadas; e, na maioria, dos livros clássicos de contos infantis.

 

Chamo de remédio, porque, desde a mais tenra infância, essas histórias eram o que enchiam a alma, quebravam a rotina dos dias cinzentos, abriam as portas para outras dimensões e patamares da realidade. Divertiam, encantavam, ensinavam e, mesmo quando eram amargas e tristes (pois é próprio do remédio às vezes ser amargo), sempre faziam bem.

 

Com o passar do tempo, entretanto, e as demandas da vida — escola, trabalho etc. — vamos nos afastando deste maravilhoso remédio, fortificante da alma. No contexto do mundo moderno, aliás, passaram a acreditar que tal remédio é não só dispensável, mas até prejudicial, pois ficção, fantasia, sonho, nos distrai da “realidade”, determinada pelas coisas “reais”, sérias, produtivas. Mas então, quando começamos a sentir os sintomas de um tipo muito particular de adoecimento, nos damos conta da sua falta e nos lembramos dos seus efeitos.

 

(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que está redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância e crase.

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