SE15746 - (Auxiliar Administrativo. Câmara Municipal de Nova Odessa. 2026. Vunesp) A norma-padrão de regência verbal e nominal está respeitada em:
SE15745 - (Médico do Trabalho. Prefeitura de Sorocaba. 2026. Vunesp) A regência verbal e nominal está em conformidade com a norma-padrão em:
SE15744 - (Oficial do Quadro Complementar – Magistério/Português. EsFCEx. 2026. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna¹ e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati² não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu³, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara⁴. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica⁵, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem, os pássaros ameigavam o canto.
Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará⁶ as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste.
A graciosa ará⁷, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru⁸ de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá⁹, as agulhas da juçara¹⁰ com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.
(José de Alencar, Iracema. 2020)
Vocabulário: ¹ Graúna – pássaro de cor negra luzidia. ² Jati – pequena abelha. ³ Ipu – qualidade de terra muito fértil. ⁴ Tabajaras – senhores das aldeias. ⁵ Oiticica – árvore frondosa, de sombra fresca. ⁶ Gará – ave paludal (guará). ⁷ Ará – periquito. ⁸ Uru – cestinho que servia de cofre às selvagens. ⁹ Crautá – bromélia de que se tiram fibras finas. ¹⁰ Juçara – palmeira de grandes espinhos.
Considere as frases:
• Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, para ir __________ sua guerreira tribo, da grande nação tabajara.
• O pé grácil e nu, mal roçando, chegava suavemente apenas __________ verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
• Escondidos na folhagem, os pássaros dedicavam-se __________ cantar.
• Um dia, ao pino do sol, Iracema fez a opção __________ um repouso em um claro da floresta.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
SE15743 - (Agente Previdenciário. Rio Preto Prev. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão:
Acabei de saber de mais um caso que vem se juntar à quantidade assombrosa de tentativas de golpes na internet, essa praga do novo mundo. São tantos e tão variados que adeus, confiança, ninguém mais atende uma ligação de um número desconhecido.
Todo dia se escuta uma história sobre alguém que teve seu pé-de-meia raspado. Que tipo de gente monta uma estratégia e faz um jogo de cena para faturar em cima da fragilidade emocional de alguém?
São golpes contra a dona Maria, que acreditou, através de um teatrinho telefônico, que sua filha havia sido sequestrada, e pagou o resgate fajuto com o dinheiro que havia guardado para uma cirurgia. São golpes contra o seu José, que chegou aos 70 anos sem nunca ter ido ao Rio de Janeiro e, para realizar o sonho, caiu na lábia de alguém que se passava por agente de turismo.
Sempre haverá quem diga que melhor isso do que ter uma arma apontada para o próprio peito. Não sei se existe alguma opção “melhor”. Beneficiar-se da inocência alheia é uma indignidade que rebaixa a condição humana. De tal forma a tecnologia facilita esses golpes que eles se tornaram pandêmicos. Viramos um mundaréu de desconfiados, neuróticos, sempre de pé atrás com tudo e todos. Nem em rostos e vozes dá para acreditar, podem ser fakes também.
Até aqui, eu acreditava que todo progresso vinha acompanhado de desafios e que era só uma questão de ajuste, evoluir sempre foi estimulante. Daqui para frente, já não sei, o otimismo largou minha mão.
(Martha Medeiros. Golpes on-line, essa praga do novo mundo. https://oglobo.globo.com, 29.06.2025. Adaptado) A expressão destacada pode ser substituída pela entre colchetes mantendo-se a norma-padrão de regência verbal e o sentido do trecho em:
SE15742 - (Técnico de Laboratório. Prefeitura de Jundiaí. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir para responder à questão.
O sofrimento alheio
Existem limitações ao funcionamento do organismo que se instalam gradativamente como consequência impiedosa da passagem do tempo. São imperceptíveis no correr da vida; só nos damos conta delas ao comparar a condição física atual com aquela do passado. Quando sentimos pena de um senhor trêmulo de andar vacilante, é porque imaginamos as dificuldades da vida nessa situação, e desejamos que o futuro seja mais bondoso conosco. Por mais que nos custe admitir, sabemos que o vigor físico é uma dádiva aleatória atribuída pela natureza e confiscável sem aviso-prévio.
É por ter consciência dessa fragilidade da condição humana que ficamos tantas vezes desencorajados de visitar amigos com doenças graves ou de dar mais atenção a doentes que evoluem mal. Ao fechar os olhos diante da perda da integridade física do outro, procuramos afastar de nós o desconforto da lembrança de nossa própria fragilidade.
Entretanto, ao imaginar nos passos vacilantes do senhor de idade o sofrimento que teríamos em situação idêntica, não levamos em conta que sua condição resulta de longo processo adaptativo. A grande capacidade de adaptação dos seres vivos — sua virtude mais surpreendente, como afirmou Charles Darwin — permite que as pessoas se ajustem às dificuldades e possam viver bem, apesar delas. Assim, um ser humano adaptado a sua condição pode sofrer menos do que imaginamos.
No exercício da medicina, custou-me compreender que a intensidade do sofrimento alheio pouco tem a ver com a ideia que fazemos dele, pois nossa percepção ignora o poder de adaptação dos seres vivos a situações adversas.
(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
A norma-padrão de regência verbal e de colocação pronominal foi respeitada em:
SE15741 - (Agente Operacional II – Conservação e Manutenção. UNESP. 2026. Vunesp) Leia o trecho a seguir:
Sabe-se o quanto as memórias infantis _______________ comportamentos da vida adulta. Portanto, o melhor _____ fazer é tratar as crianças com muito afeto.
As lacunas devem ser preenchidas, na ordem em que se apresentam, considerando a norma-padrão da língua portuguesa, por:
SE15740 - (Assistente de Contratações e Patrimônio. Câmara Municipal de Votorantim. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir para responder à questão.

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.04.2026. Adaptado)
A regência nominal e a regência verbal estão em conformidade com a norma-padrão em:
SE15739 - (Guarda Civil Metropolitano. Prefeitura de São Paulo. 2026. Vunesp) A comida do local nem sempre agradava _____ todos. _____ muito, o que dava uma _____ do cozinheiro. Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
SE15738 - (Eletricista. SAAEB Ambiental. 2026. Vunesp) Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância e regência verbais.
SE15737 - (Assistente de Suporte Acadêmico II – Laboratórios Didáticos e de Pesquisa. UNESP. 2026. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Mal os ecos das celebrações natalinas se dissipam, a sociedade brasileira é rapidamente impelida para o próximo ciclo de expectativas: a virada de ano. Entre os brindes de esperança e as promessas de renovação, uma realidade mais árida se impõe nos bastidores das famílias: a fatura do cartão de crédito. Celebrações à parte, o ciclo do consumismo transforma a alegria das festividades em uma “ressaca financeira” prolongada.
O período que compreende o Natal e o Réveillon é, historicamente, o motor do varejo. Estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que o Natal sozinho movimenta dezenas de milhões de reais na economia brasileira. Contudo, esse impulso é movido, muitas vezes, por um crédito que cobra juros exorbitantes. Segundo dados recentes do Banco Central, a taxa média do cartão de crédito rotativo — para onde muitos brasileiros recorrem ao não conseguirem quitar o valor total da fatura — ultrapassa a marca de 400% ao ano.
O consumismo, porém, não é apenas um fenômeno econômico; é uma construção cultural de urgência. A necessidade de “começar o ano de cara nova” — seja trocando de smartphone, de carro ou renovando o guarda-roupa — é alimentada por um marketing agressivo que ignora a capacidade real de pagamento do cidadão. O resultado é um ciclo vicioso em que a satisfação imediata da compra é substituída pela angústia da inadimplência.
Nesse sentido, é preciso que as resoluções de ano novo extrapolem a perda de peso ou a mudança de hábitos de lazer. O “consumo consciente” precisa deixar de ser um termo distante e se tornar uma prática de sobrevivência doméstica. Além dos benefícios individuais, há o impacto coletivo, considerando que o conceito tem uma preocupação também com a mitigação de danos ambientais.
A transição de dezembro para janeiro marca o encontro do desejo com a realidade. Enquanto o primeiro é o mês do bônus e do 13º salário, o segundo chega acompanhado de siglas conhecidas e temidas: IPVA, IPTU e as despesas escolares. A economia da virada dos calendários exige, mais do que nunca, equilíbrio.
Planejar os gastos de janeiro com antecedência e priorizar o pagamento das contas fixas sobre os desejos supérfluos é o primeiro passo para garantir que o “Feliz Ano Novo” não seja apenas uma frase protocolar, mas uma realidade financeira para os próximos 12 meses.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 26.12.2025. Adaptado)
Considere as frases:
• O consumismo, porém, não é apenas um fenômeno econômico; ele diz respeito __________ uma construção cultural de urgência.
• O conceito de consumo consciente corresponde também ___________ mitigação de danos ambientais.
• Muitos brasileiros _____________ crédito rotativo do cartão ao não conseguirem quitar o valor total da fatura.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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