SE15656 - (Controlador Interno. SAAEB Ambiental. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão.
Entre a década de 1960 e os anos 2000, o Brasil recebeu mais imigrantes do Norte global, como portugueses ou norte-americanos, e estrangeiros com perfil socioeconômico alto. Em sua maioria, essas pessoas não dependiam do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de escolas públicas, recorrendo a serviços privados. Era um cenário distinto do atual, marcado pela presença de imigrantes em situação de vulnerabilidade. Lançada neste ano, a nova edição do Atlas temático mostra que o país tem cerca de 415 mil imigrantes registrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ferramenta do governo federal para reconhecer famílias de baixa renda.
“Identificamos a existência de um grande contingente de imigrantes vivendo no Brasil em situação de vulnerabilidade”, relata a demógrafa Rosana Baeninger, coordenadora do trabalho. A pesquisadora esclarece que, embora o país possua uma legislação favorável aos imigrantes, sem a articulação entre os entes federativos por meio de uma política migratória nacional, a atuação das prefeituras é sempre pontual e emergencial.
Entre os 5.570 municípios brasileiros, somente 230 contam com algum tipo de política voltada a estrangeiros. Um deles é a cidade de São Paulo, que instituiu o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (Crai), o qual atendeu, entre 2020 e 2025, 46,7 mil pessoas.
No Brasil há 11 anos, Kalala é um dos vários imigrantes que trabalham no Crai. Ele imigrou da República Democrática do Congo para se juntar a parentes que já haviam se estabelecido na cidade. Formado em engenharia da computação, fala sete idiomas, como suaíli, francês, inglês e espanhol. Kalala avalia que seus maiores obstáculos no Brasil são a dificuldade de acesso à educação superior e as barreiras para revalidação do diploma universitário: ele não conseguiu ainda revalidar seu documento porque o procedimento sairia para ele muito caro e exigiria a apresentação de comprovantes que precisam ser solicitados pessoalmente nos países de origem. “Em muitos casos, é mais fácil se matricular em uma nova graduação do que reconhecer o diploma no Brasil”, lamenta o engenheiro.
(Christina Queiroz. Mudanças no perfil da imigração ao Brasil. https://revistapesquisa.fapesp.br, 02.09.2025. Adaptado)
Considere os seguintes trechos do 4º parágrafo para responder à questão:
Ele imigrou da República Democrática do Congo para se juntar a parentes que já haviam se estabelecido na cidade.
… ele não conseguiu ainda revalidar seu documento porque o procedimento sairia para ele muito caro…
No contexto em que se encontram, as expressões verbais “haviam se estabelecido” e “sairia para ele” podem ser respectivamente substituídas, conforme a norma-padrão de colocação pronominal, por:
SE15655 - (Guarda Civil Metropolitano. Prefeitura de São Paulo. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir para responder à questão.
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia* jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto de farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
(Graciliano Ramos, Vidas secas)
* Baleia: a cachorra da família
Assinale a alternativa em que a frase atende à norma-padrão de colocação pronominal.
SE15654 - (Agente de Desenvolvimento Infantil. Prefeitura de Araçatuba. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão:
Brincar é a linguagem universal da infância, uma dança espontânea entre imaginação e realidade. É o verbo mais completo do dicionário de uma criança. É a partir das brincadeiras que elas se expressam, interagem com o mundo e consigo mesmas, convivem com o diferente, conhecem e desenvolvem suas habilidades e despertam o olhar criativo. É nesse ritual que elas aprendem que uma caixa de papelão pode ser um castelo, que uma folha seca vira barco no rio da calçada e que um lençol estendido entre duas cadeiras pode ser uma passagem para universos desconhecidos.
No entanto, brincar é muito mais do que uma atividade espontânea da infância: é um direito assegurado por lei e um dos pilares para o desenvolvimento integral das crianças. Pensando nisso – e de olho no Dia Mundial do Brincar – a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal atualizou o guia “Os primeiros anos em suas mãos”. A nova edição incorpora uma seção dedicada ao papel das brincadeiras na primeira infância e reforça a urgência de garantir tempo, espaço e liberdade para brincar.
A Constituição Federal estabelece que é dever do Estado, da família e da sociedade assegurar à criança o direito ao desenvolvimento físico, emocional e social, o que inclui o direito ao brincar. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, reforça esse compromisso ao reconhecer que “brincar, praticar esportes e divertir-se” são aspectos do direito à liberdade. O Marco Legal da Primeira Infância, de 2016, explicita a obrigação do poder público de garantir espaços adequados e seguros para o brincar.
(Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Brincadeira é coisa séria. Disponível em: www.fundacaomariacecilia.org.br. 28.05.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a reescrita de trecho do texto está de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal.
SE15653 - (Técnico de Enfermagem. Prefeitura de Sorocaba. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão.
Consumo abusivo de álcool é desafio nacional
Quando se fala no combate ao consumo abusivo de álcool, o depoimento de pessoas que conviveram, ou ainda convivem, com a doença é fundamental para conscientizar quem enfrenta a árdua batalha. Em vídeos recentes publicados em seu canal no YouTube, o músico Nando Reis, ex-Titãs, abriu o jogo e falou com detalhes sobre os maus bocados que passou por conta da dependência — sobretudo da vodca.
Vivemos em uma sociedade que banaliza perigosamente o consumo do álcool. As gerações X e Y cresceram em meio à celebração contínua da cervejinha e dos drinks em cada reunião de família. Bebia-se muito cedo, já na adolescência, sem qualquer problematização ou julgamento dos pais e demais responsáveis. O tempo passa, porém, e os danos do perigoso hábito começam a se manifestar na vida adulta — ao menos sete tipos de câncer, por exemplo, são associados à substância.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há dose segura para o consumo. Inclusive, o chamado “binge drinking”, o exagero restrito aos fins de semana, um padrão comum no Brasil, pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a ingestão diária da substância. Ainda que a metabolização do álcool varie de acordo com aspectos físicos e genéticos, o impacto é certeiro em qualquer cenário.
Diante disso, é preciso que o Brasil comece a combater o consumo de álcool como guerreou contra o tabagismo a partir dos anos de 1980 — sobretudo no campo da conscientização. A aceitação cultural da ingestão, por vezes, dificulta o entendimento dos riscos da substância. Inclusive os riscos sociais: o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo, trabalha com a estimativa de que 30% dos acidentes fatais no Brasil envolvem motoristas que estavam sob efeito de álcool. Exigem-se, portanto, estratégias atualizadas e eficazes para vencer esses e outros obstáculos.
A boa notícia fica com a nova geração, formada por pessoas nascidas a partir de 1997, que tem se dedicado a novos rumos para o lazer e para as celebrações. Pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que a abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos. Esse, sim, precisa ser um caminho sem volta.
(Editorial, 18.02.2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
SE15652 - (Vestibular. UNIVESP. 2026. Vunesp) Leia o trecho do texto “O homem cadente”, do escritor moçambicano Mia Couto, para responder à questão.
Quando me vieram chamar, nem acreditei:
— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.
E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.
Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]
Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.
(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
Uma característica das obras de Mia Couto é a presença de marcas do português popular de Moçambique, que se distanciam, por vezes, da norma-padrão da língua portuguesa. Exemplifica essa característica a posição do pronome sublinhado na seguinte frase:
SE15651 - (Médico Ginecologista. Prefeitura de Jundiaí. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir para responder à questão.
Informação em saúde: entre quantidade, qualidade, acesso e vínculo
Por décadas, o ecossistema informacional consolidou a crença de que a expansão contínua de informações técnicas e conteúdos especializados sobre saúde seria suficiente para transformar realidades sociais. Os últimos anos, porém, revelaram que, mesmo quando a informação é abundante, acessível e tecnicamente qualificada, ela não necessariamente se converte em compreensão, confiança ou mudança comportamental. Ela depende de contextos, trajetórias culturais, modos de vida e vínculos humanos que moldam a forma como cada comunidade atribui sentido ao conteúdo informacional que recebe.
Durante a pandemia de covid-19, houve uma expansão massiva da circulação de informações em saúde. Essa suposição desconsiderou que cada comunidade lê o mundo a partir de repertórios simbólicos e históricos próprios. Assim, a heterogeneidade de respostas sociais não expõe falhas de compreensão coletiva, mas sim a distância estrutural entre o modo como a informação é produzida e o modo como ela é apropriada nos diferentes territórios. Esse fenômeno torna-se visível também nos debates da crise climática: a circulação de informações técnicas sobre perigo não é suficiente para orientar decisões ou produzir mudanças comportamentais. A comunicação oficial aponta perigos, mas as comunidades se estruturam na permanência social e no pertencimento, que operam como lentes interpretativas historicamente construídas. Portanto, a questão não depende apenas da quantidade, da qualidade ou do acesso à informação técnica e científica divulgada, mas da capacidade de dialogar com a leitura da comunidade sobre o mundo e de articular conhecimento dito científico com o conhecimento social organizado por gerações.
O problema se repete em outros domínios onde dados abundam, mas vínculos escasseiam. Muitos gestores da saúde estão entusiasmados com a expansão de plataformas tecnológicas. Todavia, esquecem algo crucial: grande parte da população e dos profissionais de saúde não se reconhece nessas ferramentas. O acesso a um aplicativo não significa acolhimento, cuidado ou compreensão da mensagem. É nesse ponto que a literacia em saúde baseada no vínculo oferece uma chave conceitual e prática para repensar a circulação da informação.
A literatura tradicional tende a definir literacia em saúde como um conjunto de habilidades individuais: buscar informação em saúde, ler, entender, decidir. No entanto, decisões em saúde não são individuais, mas profundamente afetadas por relações, contextos, histórias e pertencimentos. Disponibilizar e disseminar informação em saúde é insatisfatório. É preciso criar as condições para que ela seja apropriada cognitivamente.
Ao reconhecer que a compreensão e a aceitação da informação dependem de vínculos sociais, essa abordagem permite explicar por que populações vulneráveis respondem de maneira distinta aos mesmos conteúdos informacionais. O vínculo funciona como a ponte que falta entre a disponibilização de informações e a apropriação cognitiva. Com ela, a informação ganha densidade e torna-se capaz de orientar práticas de saúde mais justas, contextualizadas e efetivas.
Essa análise reforça a importância da cooperação nacional e internacional. O diálogo interdisciplinar poderá esclarecer, assim, os elementos em jogo na transposição da informação em conhecimento e prática comportamental, bem como verificar que a informação em saúde não fracassa por falta de quantidade, qualidade ou disponibilidade, mas por falta de vínculo com pessoas reais, em seus territórios, crenças e leituras de mundo.
(Maria Cristiane Barbosa Galvão, “Informação em saúde: entre quantidade, qualidade, acesso e vínculo”. Disponível em: https://jornal.usp.br. Adaptado)
Considere a passagem a seguir:
“Ela depende de contextos, trajetórias culturais, modos de vida e vínculos humanos que moldam a forma como cada comunidade atribui sentido ao conteúdo informacional que recebe.”
O trecho destacado pode ser substituído, em conformidade com a norma-padrão de emprego e colocação dos pronomes, preservando-se o sentido original, por:
SE15650 - (Procurador Jurídico. IPREMM. 2019. Vunesp) São incapazes,
SE15649 - (Assessor Jurídico. Prefeitura de Nova Odessa. 2018. Vunesp) Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. No entanto, a capacidade pode ser relativa ou absoluta em algumas situações. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
SE15648 - (Notário e Registrador. TJ/SP. 2011. Vunesp) Assinale a alternativa correta.
SE15647 - (Analista Jurídico. Prefeitura de Presidente Prudente. 2022. Vunesp) Cessará, para os menores, a incapacidade
Esqueceu a sua senha? Não tem problema, basta nos informar o endereço de e-mail utilizado no momento em que você se cadastrou que nós lhe enviaremos um e-mail com as instruções para você definir uma nova senha.