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Estude com 16850 questões.
  • 15391
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)

SE1558 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)   

 

Ai, Gramática. Ai, vida.

 

      O que a gente deve aos professores!

 

      Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

      Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

      Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

      Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

      Infância: a permanente exclamação:

 

      Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

      Me dá! É meu!

 

      Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

      Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

      Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

      Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

      Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

Quando o autor diz que a vida é pontuação e associa a infância à exclamação, seu objetivo é mostrar que:

  • 15392
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)

SE1557 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)    Ai, Gramática. Ai, vida.

 

      O que a gente deve aos professores!

 

      Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

      Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

      Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

      Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

      Infância: a permanente exclamação:

 

      Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

      Me dá! É meu!

 

      Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

      Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

      Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

      Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

      Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

O que Oscar Wilde afirma acerca de George Moore – escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática – significa que:

  • 15393
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)

SE1556 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)   

 

Ai, Gramática. Ai, vida.

 

O que a gente deve aos professores!

 

Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

Infância: a permanente exclamação:

 

Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

Me dá! É meu!

 

Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

Assinale a alternativa em que as frases da passagem Infância: a permanente exclamação expressam as vivências infantis relacionadas à possessividade e à escolarização, respectivamente.

  • 15394
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção

SE1555 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)

 

Ai, Gramática. Ai, vida.

 

      O que a gente deve aos professores!

 

      Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

      Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

      Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

      Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

      Infância: a permanente exclamação:

 

      Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

      Me dá! É meu!

 

      Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

      Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

      Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

      Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

      Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

Nas passagens “Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.” (4° parágrafo) e “Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!” (penúltimo parágrafo), as conjunções destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de

  • 15395
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Regência verbal e nominal

SE1554 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)      

 

Ai, Gramática. Ai, vida.

 

O que a gente deve aos professores!

 

Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

Infância: a permanente exclamação:

 

Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

Me dá! É meu!

 

Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

Considere os trechos do texto:

 

• Há quem discorde. (3° parágrafo)

• Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. (3° parágrafo)

• Vou até mais longe: vida é pontuação. (5° parágrafo)

 

De acordo com o sentido do texto e com a norma-padrão

  • 15396
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Sinônimos e antônimos

SE1553 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)

 

Ai, Gramática. Ai, vida.

 

      O que a gente deve aos professores!

 

      Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

      Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

      Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

      Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

      Infância: a permanente exclamação:

 

      Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

      Me dá! É meu!

 

      Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

      Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

      Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

      Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

      Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

Nas frases “Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações.” (3° parágrafo), “Vou até mais longe: vida é pontuação.” (5° parágrafo) e “A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos.” (5° parágrafo), as expressões em destaque podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido ao texto, correta e respectivamente, por:

  • 15397
  • Ano: 2019
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Colocação pronominal

SE1552 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)      

 

Ai, Gramática. Ai, vida.

 

      O que a gente deve aos professores!

 

      Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

      Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

      Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

      Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

      Infância: a permanente exclamação:

 

      Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

      Me dá! É meu!

 

      Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

      Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

      Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

      Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

      Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

De acordo com a norma-padrão, o trecho do 4° parágrafo “ … gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola…” está corretamente reescrito em:

  • 15398
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Sentido próprio e figurado das palavras

SE1551 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)

 

Ai, Gramática. Ai, vida.

 

     O que a gente deve aos professores!

 

      Este pouco de gramática que eu sei, por exemplo, foram Dona Maria de Lourdes e Dona Nair Freitas que me ensinaram. E vocês querem coisa mais importante do que gramática? La grammaire qui sait régenter jusqu’aux rois – dizia Molière: a gramática que sabe reger até os reis, e Montaigne: La plus part des ocasions des troubles du monde sont grammairiens – a maior parte de confusão no mundo vem da gramática.

 

      Há quem discorde. Oscar Wilde, por exemplo, dizia de George Moore: escreveu excelente inglês, até que descobriu a gramática. (A propósito, de onde é que eu tirei tantas citações? Simples: tenho em minha biblioteca três livros contendo exclusivamente citações. Para enfeitar uma crônica, não tem coisa melhor. Pena que os livros são em inglês. Aliás, inglês eu não aprendi na escola. Foi lendo as revistas MAD e outras que vocês podem imaginar).

 

      Discordâncias à parte, gramática é um negócio importante e gramática se ensina na escola – mas quem, professoras, nos ensina a viver? Porque, como dizia o Irmão Lourenço, no schola sed vita – é preciso aprender não para a escola, mas para a vida.

 

      Ora, dirão os professores, vida é gramática. De acordo. Vou até mais longe: vida é pontuação. A vida de uma pessoa é balizada por sinais ortográficos. Podemos acompanhar a vida de uma criatura, do nascimento ao túmulo, marcando as diferentes etapas por sinais de pontuação.

 

      Infância: a permanente exclamação:

 

      Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora! Claro, quem não chora não mama!

 

      Me dá! É meu!

 

      Ovo! Uva! Ivo viu o ovo! Ivo viu a uva! O ovo viu a uva!

 

      Olha como o vovô está quietinho, mamãe!

 

      Ele não se mexe, mamãe! Ele nem fala, mamãe!

 

      Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! Criança – não verás nenhum país como este!

 

      Dá agora! Dá agora, se tu és homem! Dá agora, quero ver!

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar, 1996. Adaptado)

 

Assinale a alternativa em que há expressão(ões) empregada(s) em sentido figurado.

  • 15399
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Sentido próprio e figurado das palavras

SE1550 - (Escrevente Técnico do Judiciário. Vunesp. 2018) Ei-lo agora, adolescente recluso em seu quarto, diante de um livro que não lê. Todos os seus desejos de estar longe erguem, entre ele e as páginas abertas, uma tela esverdeada que perturba ______linhas. Ele está sentado diante da janela, a porta fechada ____costas. Página 48. Ele não tem coragem de contar as horas passadas para chegar _____ essa quadragésima oitava página. O livro tem exatamente quatrocentas e quarenta e seis. Pode-se dizer 500 páginas! Se ao menos tivesse uns diálogos, vai. Mas não! Páginas completamente cheias de linhas apertadas entre margens minúsculas, negros parágrafos comprimidos uns sobre os outros e, aqui e acolá, a caridade de um diálogo – um travessão, como um oásis, que indica que um personagem fala _______ outro personagem. Mas o outro não responde. E segue-se um bloco de doze páginas! Doze páginas de tinta preta! Falta de ar! Ufa, que falta de ar! Ele xinga. Muitas desculpas, mas ele xinga. Página quarenta e oito... Se ao menos conseguisse lembrar do conteúdo dessas primeiras quarenta e oito páginas!

 

(Daniel Pennac. Como um romance, 1993. Adaptado)

 

No texto, um dos trechos construídos com palavras e expressões em sentido próprio é

  • 15400
  • Ano: 2018
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)

SE1549 - (Escrevente Técnico do Judiciário. 2018. Vunesp)    Ei-lo agora, adolescente recluso em seu quarto, diante de um livro que não lê. Todos os seus desejos de estar longe erguem, entre ele e as páginas abertas, uma tela esverdeada que perturba ______linhas. Ele está sentado diante da janela, a porta fechada ____costas. Página 48. Ele não tem coragem de contar as horas passadas para chegar _____ essa quadragésima oitava página. O livro tem exatamente quatrocentas e quarenta e seis. Pode-se dizer 500 páginas! Se ao menos tivesse uns diálogos, vai. Mas não! Páginas completamente cheias de linhas apertadas entre margens minúsculas, negros parágrafos comprimidos uns sobre os outros e, aqui e acolá, a caridade de um diálogo – um travessão, como um oásis, que indica que um personagem fala _______ outro personagem. Mas o outro não responde. E segue-se um bloco de doze páginas! Doze páginas de tinta preta! Falta de ar! Ufa, que falta de ar! Ele xinga. Muitas desculpas, mas ele xinga. Página quarenta e oito... Se ao menos conseguisse lembrar do conteúdo dessas primeiras quarenta e oito páginas!                                  

 

(Daniel Pennac. Como um romance, 1993. Adaptado)

 

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