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Estude com 17046 questões.
  • 5981
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)

SE11479 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp)  Leia o texto para responder às questões de números 11 a 18.

 

Entenda a onda de calor que atinge o Brasil

 

Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. Se o verão começa só em dezembro, o calor resolveu chegar mais cedo – logo na última semana do inverno. Com isso, várias cidades do país registraram seus recordes de temperatura no ano, durante aquela que deveria ser a estação mais fria.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta de perigo para a onda de calor que já está entre nós e deve permanecer até 22 de setembro. Segundo o instituto, as temperaturas em algumas áreas vão ficar 5 ºC mais quentes do que a média em anos passados, sendo um potencial risco à saúde.

 

A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente que se espalhou por grande parte do país. Ela serve de bloqueio atmosférico, impedindo a passagem de frentes frias e atrapalhando as condições meteorológicas que causariam chuvas.

 

De acordo com o Inmet, o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. Somado ao aumento da pressão atmosférica perto da superfície, esses fatores inibem a formação de nuvens. Sem essa camada de proteção, os raios do Sol esquentam mais ainda a massa de ar, que transforma a região afetada em um verdadeiro forninho.

 

A previsão é de que, com a chegada da primavera, a situação não melhore. O panorama dos meteorologistas do Inmet aponta para uma piora no quadro climático a partir de 22 de setembro, então pode esperar um fim de semana de torrar – a capital paulista, por exemplo, vai extrapolar os 35 ºC.

 

(https://super.abril.com.br. Adaptado)

 

Com a frase do primeiro parágrafo – Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. –, entende-se que as pessoas

  • 5982
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)

SE11478 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp)  Leia o texto para responder às questões de números 11 a 18.

 

Entenda a onda de calor que atinge o Brasil

 

Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. Se o verão começa só em dezembro, o calor resolveu chegar mais cedo – logo na última semana do inverno. Com isso, várias cidades do país registraram seus recordes de temperatura no ano, durante aquela que deveria ser a estação mais fria.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta de perigo para a onda de calor que já está entre nós e deve permanecer até 22 de setembro. Segundo o instituto, as temperaturas em algumas áreas vão ficar 5 ºC mais quentes do que a média em anos passados, sendo um potencial risco à saúde.

 

A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente que se espalhou por grande parte do país. Ela serve de bloqueio atmosférico, impedindo a passagem de frentes frias e atrapalhando as condições meteorológicas que causariam chuvas.

 

De acordo com o Inmet, o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. Somado ao aumento da pressão atmosférica perto da superfície, esses fatores inibem a formação de nuvens. Sem essa camada de proteção, os raios do Sol esquentam mais ainda a massa de ar, que transforma a região afetada em um verdadeiro forninho.

 

A previsão é de que, com a chegada da primavera, a situação não melhore. O panorama dos meteorologistas do Inmet aponta para uma piora no quadro climático a partir de 22 de setembro, então pode esperar um fim de semana de torrar – a capital paulista, por exemplo, vai extrapolar os 35 ºC.

 

(https://super.abril.com.br. Adaptado)

 

Leia a charge.

 

 

Comparando-se a linguagem verbal e a não verbal da charge com as informações do texto, conclui-se corretamente que ela

  • 5983
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)

SE11477 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp)  Leia o texto para responder às questões de números 11 a 18.

 

Entenda a onda de calor que atinge o Brasil

 

Quem achava que não ia tirar as bermudas e regatas do armário até o fim do ano se enganou. Se o verão começa só em dezembro, o calor resolveu chegar mais cedo – logo na última semana do inverno. Com isso, várias cidades do país registraram seus recordes de temperatura no ano, durante aquela que deveria ser a estação mais fria.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta de perigo para a onda de calor que já está entre nós e deve permanecer até 22 de setembro. Segundo o instituto, as temperaturas em algumas áreas vão ficar 5 ºC mais quentes do que a média em anos passados, sendo um potencial risco à saúde.

 

A culpa desse calorão é uma forte massa de ar quente que se espalhou por grande parte do país. Ela serve de bloqueio atmosférico, impedindo a passagem de frentes frias e atrapalhando as condições meteorológicas que causariam chuvas.

 

De acordo com o Inmet, o tempo seco ajuda a piorar a onda de calor. Somado ao aumento da pressão atmosférica perto da superfície, esses fatores inibem a formação de nuvens. Sem essa camada de proteção, os raios do Sol esquentam mais ainda a massa de ar, que transforma a região afetada em um verdadeiro forninho.

 

A previsão é de que, com a chegada da primavera, a situação não melhore. O panorama dos meteorologistas do Inmet aponta para uma piora no quadro climático a partir de 22 de setembro, então pode esperar um fim de semana de torrar – a capital paulista, por exemplo, vai extrapolar os 35 ºC.

 

(https://super.abril.com.br. Adaptado)

 

As informações do texto permitem afirmar que a chegada da primavera no Brasil em 2023 se caracteriza por

  • 5984
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Crase

SE11476 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

 

Sozinhos

 

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

 

– Ronca.

 

– Não ronco.

 

– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

 

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

 

– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz.

– É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

 

– Humrfm – diz o velho.

 

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

 

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

 

– Rarrá! – diz a velha, feliz.

 

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

 

– Rarrá! – diz o velho, vingativo.

 

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

 

“Estão prontos?”

 

“Não, acho que ainda não…”

 

“Então vamos voltar amanhã…”

 

(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)

 

Considere as frases elaboradas com informações do texto:

 

• A velha diz que o velho ronca quando dorme, ele diz ______ ela que é mentira.

 

• A empregada chega ______ casa do casal pela manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo.

 

• E em seguida, o casal começa  ________ ouvir um sussurro. É uma voz indefinida.

 

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • 5985
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP
  • Matéria: Português
  • Tema: Reescrita de frases e parágrafos do texto (significação, substituição, reorganização, reescrita)

SE11475 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

 

Sozinhos

 

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

 

– Ronca.

 

– Não ronco.

 

– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

 

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

 

– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz.

– É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

 

– Humrfm – diz o velho.

 

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

 

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

 

– Rarrá! – diz a velha, feliz.

 

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

 

– Rarrá! – diz o velho, vingativo.

 

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

 

“Estão prontos?”

 

“Não, acho que ainda não…”

 

“Então vamos voltar amanhã…”

 

(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)

 

De acordo com a norma-padrão, na frase – E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. (13º parágrafo) –, a expressão destacada pode ser substituída por

  • 5986
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Regência verbal e nominal

SE11474 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

 

Sozinhos

 

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

 

– Ronca.

 

– Não ronco.

 

– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

 

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

 

– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz.

– É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

 

– Humrfm – diz o velho.

 

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

 

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

 

– Rarrá! – diz a velha, feliz.

 

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

 

– Rarrá! – diz o velho, vingativo.

 

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

 

“Estão prontos?”

 

“Não, acho que ainda não…”

 

“Então vamos voltar amanhã…”

 

(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)

 

A regência verbal atende à norma-padrão em:

  • 5987
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Colocação pronominal

SE11473 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

 

Sozinhos

 

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

 

– Ronca.

 

– Não ronco.

 

– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

 

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

 

– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz.

– É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

 

– Humrfm – diz o velho.

 

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

 

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

 

– Rarrá! – diz a velha, feliz.

 

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

 

– Rarrá! – diz o velho, vingativo.

 

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

 

“Estão prontos?”

 

“Não, acho que ainda não…”

 

“Então vamos voltar amanhã…”

 

(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)

 

Considere as passagens:

 

• Os filhos raramente visitam os pais. (5º parágrafo)

• Vou gravar os seus roncos. (6º parágrafo)

 

De acordo com a norma-padrão de emprego de pronomes e colocação pronominal, as passagens admitem, respectivamente, as reescritas:

  • 5988
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)
  • Matéria: Português
  • Tema: Sinônimos e antônimos

SE11472 -(Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

 

Sozinhos

 

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

 

– Ronca.

 

– Não ronco.

 

– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

 

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

 

– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz.

– É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

 

– Humrfm – diz o velho.

 

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

 

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

 

– Rarrá! – diz a velha, feliz.

 

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

 

– Rarrá! – diz o velho, vingativo.

 

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

 

“Estão prontos?”

 

“Não, acho que ainda não…”

 

“Então vamos voltar amanhã…”

 

(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)

 

Na frase – Os filhos raramente visitam os pais. (5º parágrafo) –, o advérbio destacado é antônimo de

  • 5989
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA
  • Matéria: Português
  • Tema: Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração e Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração

SE11471 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

 

Sozinhos

 

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

 

– Ronca.

 

– Não ronco.

 

– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

 

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

 

– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz.

– É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

 

– Humrfm – diz o velho.

 

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

 

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

 

– Rarrá! – diz a velha, feliz.

 

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

 

– Rarrá! – diz o velho, vingativo.

 

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

 

“Estão prontos?”

 

“Não, acho que ainda não…”

 

“Então vamos voltar amanhã…”

 

(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)

 

Com a frase – Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa. (4º parágrafo) –, entende-se que a velha

  • 5990
  • Ano: 2024
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: ESCREVENTE TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA
  • Matéria: Português
  • Tema: Reescrita de frases e parágrafos do texto (significação, substituição, reorganização, reescrita)

SE11470 - (Agente de informações. Sptrans. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder às questões de números 03 a 10.

 

Sozinhos

 

Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

 

– Ronca.

 

– Não ronco.

 

– Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

 

Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

 

– Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz.

– É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

 

– Humrfm – diz o velho.

 

Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

 

Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

 

– Rarrá! – diz a velha, feliz.

 

Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

 

– Rarrá! – diz o velho, vingativo.

 

E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

 

“Estão prontos?”

 

“Não, acho que ainda não…”

 

“Então vamos voltar amanhã…”

 

(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)

 

Na passagem – E em seguida tem a ideia infeliz. (6º parágrafo) –, a expressão destacada tem como consequência a descoberta do

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