SE13217 - (Bibliotecário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Ser humilde é bom para o aprendizado
Ninguém sabe tudo. Reconhecer essa limitação e a possível falibilidade até mesmo de nossas crenças mais profundas é fundamental para o conceito de humildade intelectual. “Ela ajuda a superar o pensamento muito categórico, ou-preto-ou-branco, ao qual muitas vezes sucumbimos”, diz Igor Grossmann, professor de Psicologia da Universidade de Waterloo.
A ideia de humildade intelectual está por aí há séculos: os filósofos sempre a consideraram uma virtude, mas o interesse dos psicólogos ficou popular só na última década.
Embora a humildade intelectual não esteja associada a maior capacidade cognitiva, ela está relacionada a mais conhecimento geral, curiosidade e mente aberta.
“Se alguém percebe que ‘Ok, meu jeito de pensar não é perfeito’, é mais provável que consiga fazer correções e superar entraves”, analisa Elizabeth Krumrei Mancuso, professora de Psicologia da Universidade Pepperdine.
Em estudo realizado em 2019 com 1189 pessoas, Elizabeth e seus colegas descobriram que as pessoas humildes intelectualmente tinham maior probabilidade de apresentar características favoráveis à aquisição de novos conhecimentos: pensamento reflexivo, curiosidade e abertura intelectual.
Os pesquisadores observaram que essas pessoas são mais inclinadas a examinar evidências e mais resistentes a desinformação e a teorias de conspiração. “Você pode ser intelectualmente humilde e, ao mesmo tempo, intelectualmente corajoso”, afirma Elizabeth.
No entanto, constatou-se que esse tipo de humildade estava associado negativamente a um “efeito de modéstia”, ou seja, subestimar a própria capacidade. Na sua forma ideal, ser humilde não significa pensar menos de si, avisa a professora. Você pode ter certeza de coisas para as quais tem boas evidências e, ao mesmo tempo, manter a possibilidade de se equivocar.
Ao contrário do que se poderia esperar, pessoas que admitem erros ou que jamais assumem saber de tudo parecem mais competentes. Os dados sugerem que seguidores ficam satisfeitos com líderes intelectualmente humildes.
Elizabeth e equipe também compararam as emoções autotranscendentes – como admiração, amor e gratidão – com outras emoções positivas e notaram que as autotranscendentes podem aumentar a humildade intelectual, pelo menos a curto prazo. A gratidão foi o indicador mais forte. “Não dá para ter gratidão e, simultaneamente, ganhar querer todos os créditos”, comenta a especialista.
(Richard Sima. The Washington Post. Publicado pelo Estado de São Paulo em 29.09.2024. Tradução de Renato Prelorentzou. Adaptado)
Com base no texto, conclui-se corretamente que os que desejam ter humildade intelectual devem
SE13216 - (Bibliotecário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Ser humilde é bom para o aprendizado
Ninguém sabe tudo. Reconhecer essa limitação e a possível falibilidade até mesmo de nossas crenças mais profundas é fundamental para o conceito de humildade intelectual. “Ela ajuda a superar o pensamento muito categórico, ou-preto-ou-branco, ao qual muitas vezes sucumbimos”, diz Igor Grossmann, professor de Psicologia da Universidade de Waterloo.
A ideia de humildade intelectual está por aí há séculos: os filósofos sempre a consideraram uma virtude, mas o interesse dos psicólogos ficou popular só na última década.
Embora a humildade intelectual não esteja associada a maior capacidade cognitiva, ela está relacionada a mais conhecimento geral, curiosidade e mente aberta.
“Se alguém percebe que ‘Ok, meu jeito de pensar não é perfeito’, é mais provável que consiga fazer correções e superar entraves”, analisa Elizabeth Krumrei Mancuso, professora de Psicologia da Universidade Pepperdine.
Em estudo realizado em 2019 com 1189 pessoas, Elizabeth e seus colegas descobriram que as pessoas humildes intelectualmente tinham maior probabilidade de apresentar características favoráveis à aquisição de novos conhecimentos: pensamento reflexivo, curiosidade e abertura intelectual.
Os pesquisadores observaram que essas pessoas são mais inclinadas a examinar evidências e mais resistentes a desinformação e a teorias de conspiração. “Você pode ser intelectualmente humilde e, ao mesmo tempo, intelectualmente corajoso”, afirma Elizabeth.
No entanto, constatou-se que esse tipo de humildade estava associado negativamente a um “efeito de modéstia”, ou seja, subestimar a própria capacidade. Na sua forma ideal, ser humilde não significa pensar menos de si, avisa a professora. Você pode ter certeza de coisas para as quais tem boas evidências e, ao mesmo tempo, manter a possibilidade de se equivocar.
Ao contrário do que se poderia esperar, pessoas que admitem erros ou que jamais assumem saber de tudo parecem mais competentes. Os dados sugerem que seguidores ficam satisfeitos com líderes intelectualmente humildes.
Elizabeth e equipe também compararam as emoções autotranscendentes – como admiração, amor e gratidão – com outras emoções positivas e notaram que as autotranscendentes podem aumentar a humildade intelectual, pelo menos a curto prazo. A gratidão foi o indicador mais forte. “Não dá para ter gratidão e, simultaneamente, ganhar querer todos os créditos”, comenta a especialista.
(Richard Sima. The Washington Post. Publicado pelo Estado de São Paulo em 29.09.2024. Tradução de Renato Prelorentzou. Adaptado)
De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que
SE13215 - (Agente Comunitário de Saúde. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Estratégias de sobrevivência
Hoje bateu uma saudade danada de visitar uma feira literária, conversar com leitores, assinar os seus livros, tirar a selfie de praxe e num abraço agradecer-lhes por man- terem viva essa coisa tão necessária para a nossa saúde mental a que chamamos de literatura. Me deu até saudade de algo que não faço desde que me mudei para Berlim: visitar escolas do ensino secundário no Portugal mais remoto, como Vila Nova de Paiva, Penalva do Castelo, Arruda ou Sobral de Monte Agraço, lugares que nunca me ocorreria visitar se não fosse pelos livros e pela curiosidade em conhecer o outro.
Colhi tanto prazer nisso que não o via como sacrifício. Contrariando os meus hábitos de notívago, despertava com uma alegria de criança aniversariante, antes do galo cantar. Vestia a minha camisa e gravata favoritas e corria para a estação de comboio de Santa Apolónia, cruzando-me no caminho com outros madrugadores como eu, lisboetas por nascimento ou afeto, africanos europeus, irmãos da diáspora que fazem parte do leque de personagens que pululam em muitas das minhas histórias. Esses personagens me acompanharam da Flip em Paraty ao Africa Writes em Londres, do Elinga Teatro em Luanda à Escola Secundária de Penalva do Castelo, uma vila do distrito de Viseu, não muito longe de Fornos de Algodres e Mangualde. Na biblioteca da escola, um tanto retraídos, duas dezenas de alunos aguardavam pacientemente pela minha apresentação.
(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa [Crônicas],2023. Adaptado)
A leitura do texto permite concluir corretamente que o narrador é um
SE13214 - (Agente Comunitário de Saúde. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
A tragédia das crianças sem saneamento
A falta de saneamento básico no Brasil faz com que 6,6 milhões de crianças de zero a seis anos, a chamada primeira infância, afastem-se de suas atividades, de acordo com o estudo Futuro em risco: efeitos da falta de saneamento na vida de grávidas, crianças e adolescentes, divulgado recentemente pelo Instituto Trata Brasil. Esse contingente de crianças, que equivale à população do Paraguai, segue sendo negligenciado na fase da vida que é, segundo múltiplas evidências nacionais e internacionais, determinante para um futuro digno.
Sem acesso a esgoto tratado e a creches, ou às vezes sem poder frequentar a creche, quando esta existe, justa- mente porque falta saneamento na região em que vivem, parte significativa das crianças brasileiras cresce com uma herança nefasta, traduzida por uma renda 46,1% menor na idade adulta, de acordo com o estudo. Considerando-se um período de 35 anos de atuação profissional, a diferença de renda entre quem conta e quem não conta com saneamento básico é de mais de R$ 126 mil, montante nada trivial em um país tão desigual quanto o Brasil.
O estudo do Trata Brasil radiografa uma série de efeitos nefastos que vão se acumulando na vida de quem não conta com saneamento na primeira infância. Sem água tratada ou banheiro, crianças de 11 anos têm dificuldade para identificar as horas em um relógio ou para calcular o valor de um troco, habilidades básicas e extremamente necessárias no dia a dia. E esse é apenas um exemplo do quanto a falta do mínimo trava a capacidade de aprendizado e, por consequência, de ascensão social. Crianças que viveram a primeira infância em condições precárias de saneamento chegam à segunda infância (7 a 11 anos) com sequelas no desenvolvimento e têm notas sensivelmente mais baixas em avaliações como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Não é surpresa, então, que jovens de 19 anos sem acesso a saneamento tenham, em média, atraso de 1,8 ano na escolaridade.
Garantir acesso à água e ao esgoto tratados, bem como à educação, é o melhor investimento que o País pode fazer em nome do bem-estar da população brasileira e de seu próprio futuro. Sem esgoto tratado, milhões de brasileiros estão expostos a enfermidades que deveriam pertencer ao passa- do, sobrecarregando e onerando o sistema de saúde, faltam às aulas (quando e se há escola), aprendem pouco ou qua- se nada, como demonstram indicadores nacionais e internacionais de educação, e tornam-se adultos despreparados e dependentes de ajuda governamental.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 13.10.2024. Adaptado)
O objetivo do editorial é analisar o
SE13213 - (Cirurgião Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
O desejo mergulha na luz
Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desiderio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.
Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhece pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. Nos vimos poucas vezes depois.
Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.
Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notícias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar feroz, incompreensível.
Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma manhã alucinada de verão.
(Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)
As passagens – Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. (1º parágrafo) – e – Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. (5º parágrafo) – estão, correta e respectivamente, interpretadas em:
SE13212 - (Cirurgião Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
O desejo mergulha na luz
Chamava-se Desiderio, mas desconfio que não gostava muito desse nome. Que nem é feio – em italiano, pelo menos, quer dizer desejo. Eu só soube por acaso que era também Desiderio, um dia que pedi a meu irmão para levar uns livros a ele no hospital. A moça da portaria procurou “Fernando”, não havia nenhum. Procurou então “Severino”, e lá estava: Desiderio. Não cheguei a perguntar a ele se não gostava mesmo do nome tão sonoro. Não soube também se chegou a ler O apanhador no campo de centeio, que eu mandara naquela tarde. Eu não soube, não perguntei nem disse uma porção de coisas. Não comemos os camarões do Tirol com o doutor Eduardo. Não houve tempo. E a gente não sabia disso.
Só o encontrei há poucos meses, no fim da primavera do ano passado, por intermédio de Marcos Breda, que só conhece pessoas do bem, e com quem ele fazia Bailei na curva. Nos vimos poucas vezes depois.
Foi nessa mesma tarde que percebi o quanto ele estava frágil, embora aparentemente normal e bonito como sempre. Mas parecia vacilar às vezes – só parecia, qualquer coisa nos olhos, no passo –, como se fosse cair. Não caía. Por trás da fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.
Nos últimos tempos, falamos muito pouco diretamente. Eu mandava recados, pedia notícias a um, a outro. As notícias eram cada vez piores, e aprendi por experiência própria que muitas vezes a gente prefere ser deixado a sós com o enigma do próprio corpo, quando ele começa nos devorar feroz, incompreensível.
Soube de sua partida numa manhã gelada de inverno. Eu acabara de voltar de um dos morros aqui perto de casa. Então, quando me contaram, suspirei assim “que alívio, meu Deus, que alívio”. Depois conversei com ele pedindo que fizesse boa viagem e não se preocupasse, que nós vamos tentar continuar cuidando de nós mesmos, que não olhasse para trás e mergulhasse na luz assim como quem se joga do alto do trampolim numa imensa piscina azul dentro de uma manhã alucinada de verão.
(Caio Fernando Abreu. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado)
As informações do texto permitem concluir corretamente que o narrador e Desiderio não comeram os camarões do Tirol porque
SE13211 - (Cirurgião Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
O viés da palavra câncer: combate ao estigma
Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pessoas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinformação.
O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, complexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e tratamento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a palavra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo.
Compreender o câncer e seu significado não é mais sobre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida.
Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis.
O primeiro passo para mudar essa realidade é disseminar informações precisas sobre o que significa viver com câncer, destacando que essa não é mais uma condição implacável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profunda e genuína no discurso e nas atitudes diárias.
(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Em seu artigo, o autor mostra-se favorável a uma mudança de comportamento no que tange a
SE13210 - (Cirurgião Dentista. 2025. Vunesp) Leia a tira para responder à questão.

(Cartunista Fernando Gonzales. Disponível em:https://www.instagram.com/niquelnausea.)
De acordo com as informações do 1º quadro da tira, os vírus são
SE13209 - (Auxiliar em saúde bucal. 2025. Vunesp) Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

(Alexandre Beck. Armandinho. Disponível em:https://www.facebook.com/tirasarmandinho)
É correto afirmar que a tirinha sugere que
SE13208 - (Auxiliar em saúde bucal. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo anunciou a venda de sete imóveis no centro de São Paulo. O objetivo é arrecadar R$ 200 milhões e quitar parte dos R$ 650 milhões em dívidas da instituição. Trata-se de um paliativo que não estancará o sangramento sofrido não apenas pela Santa Casa de São Paulo, mas por toda a rede de hospitais filantrópicos do País em razão do subfinanciamento crônico imposto pela incúria do poder público e o oportunismo de seus agentes.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamentalmente um serviço público prestado por entes privados. Hospitais estatais são, em geral, insuficientes, ineficientes e caros. As Santas Casas e os hospitais filantrópicos respondem por quase metade dos leitos do SUS. Em quase 900 municípios, essas entidades são o único serviço de saúde. Segundo a Confederação das Santas Casas (CMB), em 2023 a rede pública foi responsável por apenas 27% das internações de alta complexidade do País, enquanto os hospitais filantrópicos responderam por 61%. Mas esses hospitais são vitimados pelo próprio sucesso.
Em teoria, o SUS seria um exemplo de cooperação entre o público e o privado para outros serviços públicos do País e para sistemas de saúde de todo o mundo: o Estado recolhe o dinheiro do contribuinte e o repassa a entidades sem fins lucrativos com o alcance e a expertise que ele não tem, garantindo a prestação de serviços de qualidade a todos os cidadãos. Mas como, na prática, os repasses não cobrem os serviços, os hospitais são obrigados a pagá-los.
Há décadas os valores de repasse da Tabela do SUS estão defasados. Hoje, os repasses não cobrem mais que 50% do custo dos procedimentos. Segundo a CMB, em 18 anos a dívida desses hospitais dobrou. Muitos não resistiram à pressão. Estima-se que, entre 2017 e 2021, 500 Santas Casas fecharam as portas. Na maior parte do País, em especial nas regiões mais carentes, o sistema está ruindo aos poucos, e a continuar assim o colapso pode ser súbito e brutal.
Há uma luz no fim do túnel. No início de 2024 finalmente foi sancionada uma lei federal estabelecendo a revisão periódica da tabela. A proposta da CMB é que a partir de 2025 o reajuste corresponda, no mínimo, ao valor da inflação médica. Não é suficiente para recompor as perdas de anos de hemorragia financeira, mas ao menos a estancaria.
(O Estado de SP. “Luz no fim do túnel para as Santas Casas”. Disponível em: https://www.estadao.com.br, 06.11.2024. Adaptado.)
É correto afirmar, a partir das informações do texto, que
Esqueceu a sua senha? Não tem problema, basta nos informar o endereço de e-mail utilizado no momento em que você se cadastrou que nós lhe enviaremos um e-mail com as instruções para você definir uma nova senha.