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Estude com 14146 questões”.
  • 841
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13227 - (Auxiliar em saúde bucal. 2025. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.

 

Lição de vida

 

Inteligência emocional, resiliência e empatia. Segundo Valdeci de Souza Boareto, esses são os pilares principais de seu livro Comportamento Que Te Salva – A Vida Sob o Olhar de um Gari Que Só Quer Respeito, que conta como é trabalhar nas ruas do Rio de Janeiro em uma das profissões mais desvalorizadas do Brasil.

 

Graças à publicação de seu livro, o trabalhador da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) foi convidado a dar uma palestra na prestigiosa Universidade Harvard (EUA). Foi a primeira vez que ele viajou de avião.

 

Um dos casos apresentados no livro aconteceu durante a limpeza do Viaduto do Méier, na capital fluminense. “Eu estava lavando tudo bonitinho e todo mundo feliz gritando ‘Comlurb, Comlurb’. (...) Só que a felicidade durou muito pouco. No momento que estava tudo limpinho, veio uma pessoa, até bem vestida (...), que urinou no chão. E olhava para mim enquanto fazia isso, me dando uma angústia”, relembra, em conversa com o Estadão.

 

O autor conta que os moradores e comerciantes que viram a cena se irritaram, sugerindo que jogasse o jato de água no infrator, mas Boareto pensou melhor. “Tive de respirar e pensar: esse jato de água é muito forte. Posso derrubar ou até cegá-lo”, considerou, constatando que “as duas famílias (a dele e a do homem) iriam sofrer”.

 

Boareto pediu que o motorista desligasse o caminhão- -pipa, de onde saía a água, e dirigiu-se ao homem. “Eu disse: ‘Sou seu amigo, rapaz. Eu estou fazendo isso aqui para a sociedade, para você também. Isso que você está fazendo não é normal, conta para mim o que está acontecendo?’”. O gari chegou perto do autor das ofensas e abraçou-o. O homem começou a chorar, conta o escritor. “Independentemente do que você faça, você sempre vai encontrar, de alguma forma, alguém que vai urinar naquilo que você esteja limpando com tanto amor e carinho.”

 

(Beatriz Bulhões. O Estado de S.Paulo, 1 de junho de 2024. Adaptado)

 

Com relação ao ocorrido enquanto Valdeci limpava o Viaduto do Méier, é correto afirmar que

  • 842
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13226 - (Auxiliar em saúde bucal. 2025. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.

 

Lição de vida

 

Inteligência emocional, resiliência e empatia. Segundo Valdeci de Souza Boareto, esses são os pilares principais de seu livro Comportamento Que Te Salva – A Vida Sob o Olhar de um Gari Que Só Quer Respeito, que conta como é trabalhar nas ruas do Rio de Janeiro em uma das profissões mais desvalorizadas do Brasil.

 

Graças à publicação de seu livro, o trabalhador da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) foi convidado a dar uma palestra na prestigiosa Universidade Harvard (EUA). Foi a primeira vez que ele viajou de avião.

 

Um dos casos apresentados no livro aconteceu durante a limpeza do Viaduto do Méier, na capital fluminense. “Eu estava lavando tudo bonitinho e todo mundo feliz gritando ‘Comlurb, Comlurb’. (...) Só que a felicidade durou muito pouco. No momento que estava tudo limpinho, veio uma pessoa, até bem vestida (...), que urinou no chão. E olhava para mim enquanto fazia isso, me dando uma angústia”, relembra, em conversa com o Estadão.

 

O autor conta que os moradores e comerciantes que viram a cena se irritaram, sugerindo que jogasse o jato de água no infrator, mas Boareto pensou melhor. “Tive de respirar e pensar: esse jato de água é muito forte. Posso derrubar ou até cegá-lo”, considerou, constatando que “as duas famílias (a dele e a do homem) iriam sofrer”.

 

Boareto pediu que o motorista desligasse o caminhão- -pipa, de onde saía a água, e dirigiu-se ao homem. “Eu disse: ‘Sou seu amigo, rapaz. Eu estou fazendo isso aqui para a sociedade, para você também. Isso que você está fazendo não é normal, conta para mim o que está acontecendo?’”. O gari chegou perto do autor das ofensas e abraçou-o. O homem começou a chorar, conta o escritor. “Independentemente do que você faça, você sempre vai encontrar, de alguma forma, alguém que vai urinar naquilo que você esteja limpando com tanto amor e carinho.”

 

(Beatriz Bulhões. O Estado de S.Paulo, 1 de junho de 2024. Adaptado)

 

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que o título Lição de vida

  • 843
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13225 - (Agente de apoio à saúde. 2025. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.

 

A comparação entre as festas realizadas no Dia dos Finados no Brasil e no México demonstrou que a população do país da América do Norte associou mais a tradição indígena do que o país da América do Sul. O Dia dos Mortos, como é conhecida a celebração mexicana para o dia 2 de novembro, é uma das maiores celebrações do mundo e demonstra a forte conexão que os mexicanos têm com seus antepassados.

 

Por meio da análise dos símbolos utilizados na data, a pesquisadora Júlia Batista Alves pôde perceber por que há pouca força do evento no Brasil: “Aqui não vemos nada parecido com o que acontece nas ruas do México”.

 

Uma possível explicação para as divergências estaria, segundo a pesquisadora, na forma como a cultura indígena foi mais integrada à população não indígena no México, enquanto no Brasil a supressão da cultura indígena parece ter sido mais radical. “Podemos dizer que, nesta comparação, os indígenas no Brasil assimilaram mais a cultura católica europeia, e que os indígenas mexicanos conseguiram fazer com que os jesuítas europeus assimilassem mais sua cultura, ainda que tenha sido por meio de adaptações dos ritos indígenas aos católicos, para uma maior interação entre eles”, afirma Júlia.

 

A Festa dos Mortos tem proporções muito maiores do que as celebrações relativas no Brasil, que são mais solenes e marcadas pela religiosidade da Europa. No Dia de Finados brasileiro ocorrem missas e outros ritos cristãos, além de idas ao cemitério para homenagear familiares falecidos. Mesmo com o forte sincretismo de culturas e religiões no país, uma festa brasileira para os mortos não acontece. “A celebração aqui tem um viés mais católico”, diz Júlia.

 

A comparação, para Júlia, se faz interessante porque o México também é um país no qual a maioria se declara católica. Ainda assim, as comemorações apresentam aspectos muito diferentes. Os mexicanos confeccionam altares coloridos, nos quais oferecem alimentos, flores, velas, entre outros artigos, dependendo da região; também ocorrem desfiles e concursos de fantasias. A pesquisadora conta que a Guatemala também apresenta ritos parecidos, mas que não se comparam à grandiosidade da celebração mexicana, que chegou a ser reconhecida como Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade pela Unesco em 2003, devido ao seu valor histórico, cultural e artístico.

 

(Mariana Melo. “Para pesquisadora do Prolam, tradição indígena dá singularidade ao Dia dos Mortos no México”. https://jornal.usp.br. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que contém explicação para as diferenças das celebrações de Finados entre o Brasil e o México, segundo a pesquisadora Júlia Batista Alves.

  • 844
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13224 - (Agente de apoio à saúde. 2025. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder a questão abaixo.

 

A comparação entre as festas realizadas no Dia dos Finados no Brasil e no México demonstrou que a população do país da América do Norte associou mais a tradição indígena do que o país da América do Sul. O Dia dos Mortos, como é conhecida a celebração mexicana para o dia 2 de novembro, é uma das maiores celebrações do mundo e demonstra a forte conexão que os mexicanos têm com seus antepassados.

 

Por meio da análise dos símbolos utilizados na data, a pesquisadora Júlia Batista Alves pôde perceber por que há pouca força do evento no Brasil: “Aqui não vemos nada parecido com o que acontece nas ruas do México”.

 

Uma possível explicação para as divergências estaria, segundo a pesquisadora, na forma como a cultura indígena foi mais integrada à população não indígena no México, enquanto no Brasil a supressão da cultura indígena parece ter sido mais radical. “Podemos dizer que, nesta comparação, os indígenas no Brasil assimilaram mais a cultura católica europeia, e que os indígenas mexicanos conseguiram fazer com que os jesuítas europeus assimilassem mais sua cultura, ainda que tenha sido por meio de adaptações dos ritos indígenas aos católicos, para uma maior interação entre eles”, afirma Júlia.

 

A Festa dos Mortos tem proporções muito maiores do que as celebrações relativas no Brasil, que são mais solenes e marcadas pela religiosidade da Europa. No Dia de Finados brasileiro ocorrem missas e outros ritos cristãos, além de idas ao cemitério para homenagear familiares falecidos. Mesmo com o forte sincretismo de culturas e religiões no país, uma festa brasileira para os mortos não acontece. “A celebração aqui tem um viés mais católico”, diz Júlia.

 

A comparação, para Júlia, se faz interessante porque o México também é um país no qual a maioria se declara católica. Ainda assim, as comemorações apresentam aspectos muito diferentes. Os mexicanos confeccionam altares coloridos, nos quais oferecem alimentos, flores, velas, entre outros artigos, dependendo da região; também ocorrem desfiles e concursos de fantasias. A pesquisadora conta que a Guatemala também apresenta ritos parecidos, mas que não se comparam à grandiosidade da celebração mexicana, que chegou a ser reconhecida como Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade pela Unesco em 2003, devido ao seu valor histórico, cultural e artístico.

 

(Mariana Melo. “Para pesquisadora do Prolam, tradição indígena dá singularidade ao Dia dos Mortos no México”. https://jornal.usp.br. Adaptado)

 

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que

  • 845
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13223 - (Agente de Apoio à saúde. 2025. Vunesp) Leia a tira a seguir para responder à questão abaixo.

 

 

(Willian Leite. Anésia #762. Disponível em: http://www.willtirando.com.br)

 

Assinale a alternativa que contém afirmação correta a respeito do que é retratado na tira.

  • 846
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13222 - (Operador de Máquinas. 2025. Vunesp) Leia as falas e observe as imagens da tira para responder à questão.

 

 

A escolha da pizza de rúcula com tomate seco demonstra que a moça

  • 847
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13221 - (Operador de Máquinas. 2025. Vunesp) Leia as falas e observe as imagens da tira para responder à questão.

 

 

Conforme leitura e observação da tira, é correto afirmar que

  • 848
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13220 - (Operador de Máquinas. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

Pizza, só de massa

 

Nós, brasileiros, criamos um hábito, nos 50 anos mais recentes, de dizer que um fato que teve um desdobramento indecente “acabou em pizza”. A expressão se popularizou, em grande parte, por causa de episódios envolvendo corrupção e desvio de conduta. Para tudo aquilo que nos causa a percepção de impunidade ─ não só, mas especialmente na vida pública ─, dizemos “ah, isso vai acabar em pizza”. Nós precisamos recusar essa ideia como algo normal em nosso cotidiano. 

 

Muita gente imagina que a palavra “pizza” tenha origem no italiano, mas curiosamente ela vem do germânico antigo, que depois veio gerar o idioma alemão. No germânico antigo, bizzo significa “pedaço de pão”. Depois, houve a migração da palavra bizzo para a Itália, onde se transformou em “pizza” e daí foi para o mundo todo. 

 

Migrou para nós, também, para a área da política, mas é preciso dar um basta e parar de dizer e admitir que tudo “vai acabar em pizza”. A pizza, que ganha aqui sentido figurado, significando malfeitoria, nós não devemos admitir em nosso cardápio.

 

(Mário Sérgio Cortella. Vamos pensar um pouco?  São Paulo: Cortez, 2017. Adaptado)

 

O autor deixa transparecer, no texto, a ideia de que

  • 849
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13219 - (Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

A guerra contra as guerras

 

Enquanto o século vinte e um nascia, morria Bertie Felstead, aos cento e seis anos de idade.

 

Havia atravessado três séculos, e era o único sobrevivente de um insólito jogo de futebol que foi disputado no Natal de 1915. Jogaram aquela partida os soldados britânicos e os soldados alemães, num campo improvisado entre trincheiras. Uma bola apareceu, vinda sabe-se lá de onde, e desandou a rodar, não se sabe como, e então o campo de batalha se transformou num campo de futebol. Os inimigos jogaram para o alto suas armas e correram para disputar a bola. 

 

Os soldados jogaram enquanto puderam, até que os oficiais furiosos fizeram com que se lembrassem de que estavam ali para matar ou morrer. 

 

Passada a trégua do futebol, voltou a carnificina; mas a bola tinha aberto um fugaz espaço de encontro para aqueles homens obrigados a se odiar.

 

(Eduardo Galeano. O caçador de histórias.  Tradução de Eric Nepomuceno. L&PM Editores, 2016.)

 

É correto concluir que o jogo de futebol representou uma trégua, pois foi o momento em que

  • 850
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13218 - (Bibliotecário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

A guerra contra as guerras

 

Enquanto o século vinte e um nascia, morria Bertie Felstead, aos cento e seis anos de idade.

 

Havia atravessado três séculos, e era o único sobrevivente de um insólito jogo de futebol que foi disputado no Natal de 1915. Jogaram aquela partida os soldados britânicos e os soldados alemães, num campo improvisado entre trincheiras. Uma bola apareceu, vinda sabe-se lá de onde, e desandou a rodar, não se sabe como, e então o campo de batalha se transformou num campo de futebol. Os inimigos jogaram para o alto suas armas e correram para disputar a bola. 

 

Os soldados jogaram enquanto puderam, até que os oficiais furiosos fizeram com que se lembrassem de que estavam ali para matar ou morrer.

 

Passada a trégua do futebol, voltou a carnificina; mas a bola tinha aberto um fugaz espaço de encontro para aqueles homens obrigados a se odiar.

 

(Eduardo Galeano. O caçador de histórias. Tradução de Eric Nepomuceno. L&PM Editores, 2016.)

 

Pode-se afirmar corretamente que o autor, ao declarar que aquele foi – um insólito jogo de futebol –, faz referência

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