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Estude com 14146 questões”.
  • 831
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - TRE - TJAA - TRE - AJAJ - DPE/SP - INSS - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - TRF - AJAJ - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13237 - (Psicólogo Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado à camarinha1 escura, pareciam ratos – e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera.

 

Pisou com firmeza no chão gretado2, puxou a faca de ponta, esgaravatou3 as unhas sujas. Tirou do aió4 um pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de milho, acendeu- o ao binga5, pôs-se a fumar regalado6.

 

— Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.

 

Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.

 

Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:

 

— Você é um bicho, Fabiano.

 

Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.

 

(Graciliano Ramos, Vidas Secas)

 

Glossário:

1 Camarinha: quarto de dormir

2 Gretado: rachado

3 Esgaravatou: limpou

4 Aió: bolsa para caçada

5 Binga: isqueiro rudimentar

6 Regalado: prazeroso

 

Fabiano é descrito pelo autor como

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  • Ano: 2025
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SE13236 - (Assistente Social Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o trecho da crônica a seguir para responder à questão abaixo.

 

Solidariedade africana

 

Se me perguntassem o que me despertou maior atenção no corrente verão de 2014, no que diz respeito ao nosso comportamento em sociedade, à parte o conflito Israel-Palestina na Faixa de Gaza e a proliferação do vírus do ebola na África Central, responderia que foram os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri. O número crescente de afro-americanos que morrem nas ruas dos Estados Unidos pela mão das autoridades policiais é assustador, porque embora esteja a acontecer a milhas de distância, diz respeito a todos nós, homens e mulheres e, em particular, a nós os negros.

 

Nenhum negro, em parte nenhuma do mundo, estará seguro enquanto não houver justiça e igualdade de tratamento entre os povos. Nenhum negro se sentirá seguro, porque o valor que é atribuído à nossa vida, independentemente do país ou continente a que chamemos de casa, vale menos do que uma bala. É difícil ser negro, e não apenas pelo racismo que nos vitima, mas acima de tudo porque nós, os negros, nos desrespeitamos e continuamos a perpetuar as políticas discriminatórias e racistas herdadas dos países que nos colonizaram. Isso explica, em boa parte, a falta de influência que as nações africanas detêm em organismos como as Nações Unidas. O que se passa nas ruas da América, desde a fundação daquela grande nação, é um ataque aos direitos humanos.

 

(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa, 2023)

 

Na passagem no texto – Se me perguntassem o que me despertou maior atenção no corrente verão de 2014, (...) que foram os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri. – os dois blocos de informações apresentadas correspondem a

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  • Ano: 2025
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SE13235 - (Assistente Social Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o trecho da crônica a seguir para responder à questão abaixo.

 

Solidariedade africana

 

Se me perguntassem o que me despertou maior atenção no corrente verão de 2014, no que diz respeito ao nosso comportamento em sociedade, à parte o conflito Israel-Palestina na Faixa de Gaza e a proliferação do vírus do ebola na África Central, responderia que foram os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri. O número crescente de afro-americanos que morrem nas ruas dos Estados Unidos pela mão das autoridades policiais é assustador, porque embora esteja a acontecer a milhas de distância, diz respeito a todos nós, homens e mulheres e, em particular, a nós os negros.

 

Nenhum negro, em parte nenhuma do mundo, estará seguro enquanto não houver justiça e igualdade de tratamento entre os povos. Nenhum negro se sentirá seguro, porque o valor que é atribuído à nossa vida, independentemente do país ou continente a que chamemos de casa, vale menos do que uma bala. É difícil ser negro, e não apenas pelo racismo que nos vitima, mas acima de tudo porque nós, os negros, nos desrespeitamos e continuamos a perpetuar as políticas discriminatórias e racistas herdadas dos países que nos colonizaram. Isso explica, em boa parte, a falta de influência que as nações africanas detêm em organismos como as Nações Unidas. O que se passa nas ruas da América, desde a fundação daquela grande nação, é um ataque aos direitos humanos.

 

(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa, 2023)

 

Na abordagem que faz do tema, o cronista defende que

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  • Ano: 2025
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SE13234 - (Assistente Social Judiciário. 2025. Vunesp)

 

Uma nova era para a China

 

A China encerrou 2024 com dois feitos notáveis. O primeiro: o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu no ano passado os 5% que o governo tinha como meta, ligeiramente abaixo dos 5,2% de 2023. Trata-se de crescimento invejável para a maioria dos países, mas muito aquém daquele que o gigante asiático já produziu em um passado não tão distante.

 

Reproduzir tal façanha nos próximos anos, contudo, parece cada vez mais improvável. Oficialmente, o governo chinês ainda sonha com crescimento de 5% no futuro próximo, mas tal desempenho exigirá bem mais que os estímulos dados por Pequim e que garantiram o cumprimento da meta de crescimento em 2024.

 

Desafios como a queda dos preços das casas no obscuro mercado imobiliário chinês, desemprego acima de dois dígitos entre os mais jovens e consumo interno fraco são problemas estruturais com os quais Pequim vem tentando lidar com o gradualismo que lhe é característico.

 

Outro ponto de atenção é o encolhimento populacional, mesmo para um país com mais de 1 bilhão de habitantes.

 

A China registrou declínio de população nos últimos três anos, indicativo de que os chineses, que contam com aparato muito reduzido de proteção social, têm optado por não ter filhos, ou seja, cai o número de trabalhadores e consumidores tão necessários a uma economia que precisará fortalecer cada vez mais a demanda interna.

 

Isto porque o segundo feito notável conquistado pela China no ano passado, o superávit comercial de quase US$ 1 trilhão (mais de R$ 6 trilhões), não apenas não deve se repetir, como certamente será utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como mais um argumento para limitar as importações norte-americanas de produtos chineses.

 

A China sabe que precisa calibrar sua política econômica porque o modelo atual, em grande parte bem-sucedido até aqui, pode enfraquecer ainda mais seu mercado doméstico. Os Estados Unidos sabem que precisam diminuir seu déficit comercial gigantesco, pois ele elimina empregos bem remunerados para os norte-americanos, entre outros problemas.

 

Uma nova era se anuncia para a China. Ao Brasil, que sabiamente resistiu a aderir à Nova Rota da Seda e vem aumentando tarifas de importação sobre veículos elétricos chineses, será necessária ainda mais racionalidade. Do contrário, o País sairá chamuscado na guerra entre as duas potências econômicas globais.

 

(O Estado de S.Paulo, Opinião, “Uma nova era para a China”, 19.01.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/ uma-nova-era-para-a-china/. Adaptado)

 

Ao destacar os desafios econômicos para os próximos anos, o texto deixa claro que a China

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  • Ano: 2025
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SE13233 - (Assistente Social Judiciário. 2025. Vunesp)

 

Uma nova era para a China

 

A China encerrou 2024 com dois feitos notáveis. O primeiro: o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu no ano passado os 5% que o governo tinha como meta, ligeiramente abaixo dos 5,2% de 2023. Trata-se de crescimento invejável para a maioria dos países, mas muito aquém daquele que o gigante asiático já produziu em um passado não tão distante.

 

Reproduzir tal façanha nos próximos anos, contudo, parece cada vez mais improvável. Oficialmente, o governo chinês ainda sonha com crescimento de 5% no futuro próximo, mas tal desempenho exigirá bem mais que os estímulos dados por Pequim e que garantiram o cumprimento da meta de crescimento em 2024.

 

Desafios como a queda dos preços das casas no obscuro mercado imobiliário chinês, desemprego acima de dois dígitos entre os mais jovens e consumo interno fraco são problemas estruturais com os quais Pequim vem tentando lidar com o gradualismo que lhe é característico.

 

Outro ponto de atenção é o encolhimento populacional, mesmo para um país com mais de 1 bilhão de habitantes.

 

A China registrou declínio de população nos últimos três anos, indicativo de que os chineses, que contam com aparato muito reduzido de proteção social, têm optado por não ter filhos, ou seja, cai o número de trabalhadores e consumidores tão necessários a uma economia que precisará fortalecer cada vez mais a demanda interna.

 

Isto porque o segundo feito notável conquistado pela China no ano passado, o superávit comercial de quase US$ 1 trilhão (mais de R$ 6 trilhões), não apenas não deve se repetir, como certamente será utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como mais um argumento para limitar as importações norte-americanas de produtos chineses.

 

A China sabe que precisa calibrar sua política econômica porque o modelo atual, em grande parte bem-sucedido até aqui, pode enfraquecer ainda mais seu mercado doméstico. Os Estados Unidos sabem que precisam diminuir seu déficit comercial gigantesco, pois ele elimina empregos bem remunerados para os norte-americanos, entre outros problemas.

 

Uma nova era se anuncia para a China. Ao Brasil, que sabiamente resistiu a aderir à Nova Rota da Seda e vem aumentando tarifas de importação sobre veículos elétricos chineses, será necessária ainda mais racionalidade. Do contrário, o País sairá chamuscado na guerra entre as duas potências econômicas globais.

 

(O Estado de S.Paulo, Opinião, “Uma nova era para a China”, 19.01.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/ uma-nova-era-para-a-china/. Adaptado)

 

Na análise que faz das relações comerciais entre China e Estados Unidos, o editorial pondera que o jogo de interesses econômicos entre eles

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  • Ano: 2025
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SE13232 - (Médico Veterinário. 2025. Vunesp) Leia o texto a seguir. 

 

Sabor diferente 

 

No anúncio de uma certa margarina, é dito que foram colocadas quinhentas gramas na embalagem. 

 

O ouvinte pensa consigo mesmo:

 

– Com tantas gramas, o sabor deve ser bem diferente!!! 

 

(Português, Emília Amaral e outros. FTD, 2000. Adaptado) 

 

Assinale a alternativa que explica o efeito de ironia do ouvinte e de humor do texto.

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  • Ano: 2025
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SE13231 - (Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão abaixo.

 

Os animais sentem o luto?

 

Mittens, o gato do nosso vizinho, era um aventureiro que gostava de entrar sorrateiramente na nossa casa sempre que surgia uma oportunidade, entre seus passatempos, pega-pegas diários com os outros gatos do quarteirão. Quando ele desapareceu, algumas semanas atrás, nossa gata começou a se comportar de um jeito diferente. Quase sempre quieta e majestosa, ela ficou mais dengosa, resmungando enquanto olhava pela janela. “Ela está de luto”, disse meu marido. Nós presumimos que Mittens estava morto.

 

Será que a nossa gata “presumiu” a mesma coisa?

 

Falar sobre animais e luto convida a inevitáveis acusações de antropomorfismo, aquele hábito tentador de projetar características humanas em animais não humanos.

 

Mas, como explica Susana Monsó, filósofa e escritora, em Brincando de ser gambá: Como os animais entendem a morte, em tradução direta, nosso medo do antropomorfismo pode levar ao pecado oposto da “antropectomia” – a negação de que os animais apresentam características humanas. “Ambos os erros são igualmente graves”, escreve Monsó. “Ambos são descrições falsas da realidade”.

 

Com o livro, também aprendi que o “brincar de gambá” do título envolve mais do que simplesmente ficar imóvel quando um gambá se sente ameaçado, “ele para de responder ao mundo e começa a salivar, urinar, defecar e expelir uma gosma verde de cheiro repugnante de suas glândulas anais”, escreve Monsó. Parece muito mais esforço do que apenas “brincar”: expelir uma gosma fedorenta é, sem dúvida, comprometer- se com a brincadeira.

 

Alguns animais parecem de fato passar pelo luto, diz Monsó, referindo-se a girafas fêmeas que perambulam pela área onde um filhote morreu e a queixadas que limpam repetidas vezes o cadáver de uma companheira morta. Ela abre o livro com uma fotografia de um centro de resgate de chimpanzés: uma chimpanzé morta chamada Dorothy está sendo empurrada em um carrinho de mão por um grupo de seus companheiros chimpanzés, que estão estranhamente silenciosos enquanto olham para ela, aparentemente emocionados e solenes.

 

Os chimpanzés estavam sofrendo? Será que eles sabiam que o que tinha acontecido com Dorothy um dia aconteceria com eles? Monsó apresenta seu livro em termos da “filosofia das mentes animais”. Ela sabe que, para leitores céticos, essa abordagem pode parecer difícil de engolir. Mas, ao final do livro, eu estava convencido de que muitos animais não humanos têm, de fato, um “conceito de morte”, mesmo que não seja necessariamente o mesmo que o nosso.

 

(Jennifer Szalai, The New York Times. Tradução de Renato Prelorentzou. O Estado de S.Paulo, 30.11.2024. Adaptado)

 

De acordo com informações do texto, o comportamento dos chimpanzés diante da morte de Dorothy pode ser interpretado como

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  • Ano: 2025
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SE13230 - (Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão abaixo.

 

Os animais sentem o luto?

 

Mittens, o gato do nosso vizinho, era um aventureiro que gostava de entrar sorrateiramente na nossa casa sempre que surgia uma oportunidade, entre seus passatempos, pega-pegas diários com os outros gatos do quarteirão. Quando ele desapareceu, algumas semanas atrás, nossa gata começou a se comportar de um jeito diferente. Quase sempre quieta e majestosa, ela ficou mais dengosa, resmungando enquanto olhava pela janela. “Ela está de luto”, disse meu marido. Nós presumimos que Mittens estava morto.

 

Será que a nossa gata “presumiu” a mesma coisa?

 

Falar sobre animais e luto convida a inevitáveis acusações de antropomorfismo, aquele hábito tentador de projetar características humanas em animais não humanos.

 

Mas, como explica Susana Monsó, filósofa e escritora, em Brincando de ser gambá: Como os animais entendem a morte, em tradução direta, nosso medo do antropomorfismo pode levar ao pecado oposto da “antropectomia” – a negação de que os animais apresentam características humanas. “Ambos os erros são igualmente graves”, escreve Monsó. “Ambos são descrições falsas da realidade”.

 

Com o livro, também aprendi que o “brincar de gambá” do título envolve mais do que simplesmente ficar imóvel quando um gambá se sente ameaçado, “ele para de responder ao mundo e começa a salivar, urinar, defecar e expelir uma gosma verde de cheiro repugnante de suas glândulas anais”, escreve Monsó. Parece muito mais esforço do que apenas “brincar”: expelir uma gosma fedorenta é, sem dúvida, comprometer- se com a brincadeira.

 

Alguns animais parecem de fato passar pelo luto, diz Monsó, referindo-se a girafas fêmeas que perambulam pela área onde um filhote morreu e a queixadas que limpam repetidas vezes o cadáver de uma companheira morta. Ela abre o livro com uma fotografia de um centro de resgate de chimpanzés: uma chimpanzé morta chamada Dorothy está sendo empurrada em um carrinho de mão por um grupo de seus companheiros chimpanzés, que estão estranhamente silenciosos enquanto olham para ela, aparentemente emocionados e solenes.

 

Os chimpanzés estavam sofrendo? Será que eles sabiam que o que tinha acontecido com Dorothy um dia aconteceria com eles? Monsó apresenta seu livro em termos da “filosofia das mentes animais”. Ela sabe que, para leitores céticos, essa abordagem pode parecer difícil de engolir. Mas, ao final do livro, eu estava convencido de que muitos animais não humanos têm, de fato, um “conceito de morte”, mesmo que não seja necessariamente o mesmo que o nosso.

 

(Jennifer Szalai, The New York Times. Tradução de Renato Prelorentzou. O Estado de S.Paulo, 30.11.2024. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que apresenta conclusão correta a respeito do texto.

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  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
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SE13229 - (Auxiliar em saúde bucal. 2025. Vunesp) Leia o poema.

 

Minha terra

 

Saí menino de minha terra.

Passei trinta anos longe dela. De vez em quando me diziam:

Sua terra está completamente mudada,

Tem avenidas, arranha-céus…

É hoje uma bonita cidade!

 

Meu coração ficava pequenino.

Revi afinal o meu Recife.

Está de fato completamente mudado.

Tem avenidas, arranha-céus.

É hoje uma bonita cidade.

Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!

 

(Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro, José Olympio, 1986)

 

É correto afirmar que, diante das transformações de sua cidade, o eu lírico demonstra sentimento de

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  • Ano: 2025
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SE13228 - (Auxiliar em saúde bucal. 2025. Vunesp) Leia a tira para responder à questão abaixo.

 

(O Estado de S.Paulo, 31 de agosto de 2024. Adaptado)

 

Da leitura da tira, é possível concluir que

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