SE14021 - (Técnico. 2024. Vunesp)
Ao desconcerto do mundo
Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim
Anda o mundo concertado.
A produção de sentido no poema é estabelecida na relação entre bons e maus, formalizando a figura de linguagem denominada
SE14020 - (Vestibular. 2025. Vunesp) Leia a tirinha, publicada pelo perfil do cartunista @guilherme_bandeira em 24.07.2025, para responder à questão.

O efeito de humor da tirinha decorre, sobretudo, do emprego das seguintes figuras de linguagem:
SE14019 - (Vestibular. 2025. Vunesp) Leia o trecho do ensaio de Leandro Karnal para responder à questão.
Vivemos um tempo curioso — talvez até irônico. Nunca houve tantos alfabetizados. E, paradoxalmente, nunca presenciamos tanta dificuldade em sustentar uma leitura simples por alguns minutos. Este texto é um pequeno ensaio — mas, para alguns, já soa como uma Odisseia. Ulisses enfrentou monstros e naufrágios; o leitor moderno descobre notificações, abas abertas, mensagens pendentes e a tentação de rolar a tela. Ambos lutam contra distrações. A diferença é que Ulisses tinha um destino por vinte anos — e o leitor de hoje mal consegue terminar um parágrafo.
Não se trata de capacidade, mas de estrutura cognitiva. Sabemos decodificar letras; desaprendemos a permanecer nelasa. Padre Vieira pregava por duas horas e arrebatava ouvintes. Hoje, reels e vídeos curtos exigem impacto em cinco segundos para prender a atenção. Mudou o tempo, mudou o cérebro. Mudou o tipo de silênciob. Hoje, mesmo sem ruídos, estamos cercados por estímulos. O barulho migrou para dentro.
Aqui está meu ponto: se quase todos perderam a capacidade de leiturac profunda, quem a recuperar não ganha apenas conhecimento — obtém refúgio. Ler amplia ideias, organiza o pensamento, fortalece argumentos. Há um instante em que a leitura silencia tudo ao redor. E, nesse silêncio, algo raro acontece: a epifania, a iluminação.
Algo mais? A leitura pode deixar de ser exercício. Torna-se estadod. É nesse ponto que ela revela seu dom mais alto: a solitude. Não o isolamento do mundo, mas a possibilidade de habitá-lo sem se dissolver. Um espaço interno onde o barulho não entra. Onde não se busca audiência, mas presença. Solitude é quando você descobre que está só — e isto bastae. Por quê? Porque há silêncio. E, talvez, pela primeira vez, esse silêncio não assusta. Ele acolhe.
Hoje, ler é um ato revolucionário. O hábito produz uma forma rara e refinada de pensar. A leitura cria margem, pausa, distância crítica. Ouse ser especial. Ouse saber. Vinte minutos por dia — e um novo mundo começa a se abrir diante de você. A mente, que antes vagava, começa a habitar-se. E aí, começa a liberdade.
(Leandro Karnal. “Mudou o tempo, o cérebro, o tipo de silêncio: sem ruídos, o barulho migrou para dentro”. www.estadao.com.br, 19.07.2025. Adaptado.)
Zeugma é uma figura de linguagem que contribui para a coesão do texto, a partir da omissão de um termo anteriormente mencionado. Esse recurso está empregado no seguinte trecho:
SE14018 - (Vestibular. 2025. Vunesp) Leia o trecho do romance Solitária, de Eliana Alves Cruz, para responder à questão.
— Mãe… a senhora precisa se libertar dessas pessoas… A senhora não deve nada a elas, pelo contrário. Mãe… Sou eu, a Mabel, sua filha. Não tenha medo de encarar esse povo que nunca limpou a própria privada!
O sol estava a pino. Um vento quente e sem alívio soprava como lança-chamas. No quintal da nossa pequena casa, mamãe estendia roupas. A cada camisa, calça, toalha pendurada, o suor escorria pela ação do calor — útil para secar as peças mais rapidamente e deixá-las com cores mais vivas —, e misturadas a ele vinham lágrimas, que ela buscava sem sucesso disfarçar. Estávamos ali numa espécie de dança entre os panos ondulando ao vento quente do subúrbio. Uma dança de esconder e revelar.
Eu dizia as frases entre dentes, sem disfarçar a minha raiva, e não omitia nada. Já estávamos ali havia um bom tempo e usei de todos os argumentos para tentar incutir nela a ideia de que precisava enfrentar a família de seus antigos patrões.
Ela parou por meio segundo a tarefa e abaixou a cabeça, com os braços no alto, prendendo o jaleco com meu nome bordado. [...] Era como se, ao estirar os lençóis, as fronhas e as toalhas nos fios longos que formavam uma espécie de teia de uma ponta a outra no nosso quintal, ela fosse também alongando as lembranças e os pensamentos. [...]
Eu, ao contrário, não alongava nada. Estava toda encurtada na paciência. Respiração, fala, pensamentos, tudo entrecortado por um sentimento amargo e represado que transbordava mais que o tanque com roupas de molho.
(Solitária, 2022.)
Para descrever seu estado emocional e o trabalho que está sendo feito pela sua mãe, a narradora se vale, sobretudo, do seguinte recurso expressivo:
SE14017 - (Vestibular. 2025. Vunesp) Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.
O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.
O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.
Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.
(Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.)
Anacoluto é a mudança de construção sintática no meio do enunciado. Um fenômeno muito comum, especialmente na linguagem falada, que ocorre quando aquele que fala abstrai-se do começo do enunciado e continua a exprimir-se como se iniciasse uma nova frase.
Um trecho do texto em que é possível identificar a presença de anacoluto é:
SE14016 - (Vestibular. 2025. Vunesp) Para responder à questão, leia a tirinha de Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram, em 23.05.2025.

No comentário “Até as árvores ficam ansiosas com tanta propaganda”, foram empregadas duas figuras de linguagem, fundamentais para a construção do efeito de humor da tirinha. São elas:
SE14015 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) O tamanho máximo de arquivo para um único arquivo que pode ser carregado em uma biblioteca Microsoft Office SharePoint Online no Microsoft 365 atualmente é de:
SE14014 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) No Sharepoint, um site de comunicação não depende da ativação de recursos de publicação; não usa uma página master e geralmente é menos estruturada. Ele foi projetado para ser usado sem sub-sites. Ele usa páginas modernas e web parts. Embora haja menos estrutura e aplicação em um site de comunicação, é fácil criar uma página bonita e pronta para dispositivos móveis sem código.
Assinale a alternativa que representa os 3 modelos que um site de comunicação pode ser criado no Sharepoint:
SE14013 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) As organizações usam para criar sites e você pode usá-lo como um local seguro para armazenar, compartilhar e acessar informações de qualquer dispositivo. Estamos falando do:
SE14012 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) Observe a figura a seguir retirada do ambiente de trabalho do Sharepoint:

Essa figura diz respeito a qual importante funcionalidade do Sharepoint?
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