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Estude com 16114 questões”.
  • 361
  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE15697 - (Contador Legislativo. Câmara Municipal de Matão. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir:

 

O Pix ajudou ________ quebrar barreiras históricas de acesso ______ transações financeiras formais. O sistema tornou-se referência global, contrariando ______ lógica de que grandes inovações vêm sempre de fora e posicionando o Brasil como protagonista de um futuro de pagamentos disponíveis ______ todos.

 

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

  • 362
  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
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SE15696 - (Professor de Educação Básica I. Prefeitura de Jardinópolis. 2026. Vunesp) Leia o texto para responder à questão a seguir:

 

Memórias de um aprendiz de escritor

 

Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

 

Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

 

De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

 

Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

 

Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.

 

(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)

 

O uso do acento indicativo da crase está em conformidade com a norma-padrão em:

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  • Ano: 2026
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SE15695 - (Eletricista. SAAEB Ambiental. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir:

 

“Estou _____ procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o comparo _____ um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. _____ vezes penso que estou procurando um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço inúmeras fantasias _____ respeito desse livro desconhecido.”

 

(Clarice Lispector, Aprendendo a viver, 2004. Adaptado)

 

As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

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  • Ano: 2026
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SE15694 - (Assistente Técnico Administrativo. CAU-SP. 2026. Vunesp) Considere o texto a seguir para responder à questão.

 

IA é usada por técnicos, equipe médica e gestores de times de futebol

 

As decisões estratégicas dentro das quatro linhas do campo de futebol sempre foram baseadas em observação direta, experiência acumulada e intuição do treinador. O avanço da ciência da computação nos últimos anos vem alterando esse quadro. Novas pesquisas na área da inteligência artificial (IA) têm disponibilizado ferramentas que podem ampliar o repertório dos técnicos, munindo esses profissionais com sistemas capazes de analisar milhares de dados por partida, identificar padrões coletivos de jogo e apoiar decisões técnicas e gerenciais.

 

A análise dos dados de jogadores nos jogos – movimentação, capacidade de explosão, roubos de bola e outras características importantes – é uma das grandes vantagens da integração da IA no futebol, segundo um artigo de revisão elaborado por um grupo de pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido, que analisou 32 estudos feitos na área.

 

“A revisão mostra que os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores. Tudo de maneira muito rápida”, contou à Pesquisa FAPESP o cientista do esporte Luís Branquinho, do Instituto Politécnico de Portalegre, em Portugal, um dos autores do estudo. As informações fornecidas pelos modelos de IA, ele explica, indicam a posição dos jogadores e da bola em cada milissegundo da partida, indo muito além do que o auxiliar técnico pode perceber, anotar e analisar depois, mesmo com o apoio de outros membros da comissão técnica.

 

A IA também pode beneficiar os departamentos médicos dos times de futebol – e, em última instância, o setor financeiro do clube – com a prevenção de lesões nos jogadores. “As novas técnicas não impedem uma lesão súbita, mas permitem acompanhar a evolução de possíveis danos no corpo do atleta”, conta Branquinho.

 

(Enrico Di Gregorio. https://revistapesquisa.fapesp.br/, maio de 2026. Adaptado)

 

Pesquisadores do Brasil, de Portugal e do Reino Unido dedicaram-se ____ análise de 32 estudos feitos na área da IA no futebol e concluíram ____ os modelos de inteligência artificial conseguem transformar dados complexos das partidas em informação útil para os treinadores.

 

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:

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  • Ano: 2026
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SE15693 - (Médico Anestesista Plantonista. Prefeitura de Osasco. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

A base invisível da transformação digital À primeira vista, o futuro parece estar na nuvem. Mas é sob o solo, nos cabos, antenas e satélites, que o presente digital realmente acontece.

 

Plataformas digitais, redes sociais, serviços de streaming, e-commerces, aplicativos bancários, telemedicina, inteligência artificial. O que tudo isso tem em comum? Nenhum desses serviços funcionaria sem a presença de uma infraestrutura robusta, confiável e bem regulada de telecomunicações.

 

É essa infraestrutura que constitui a camada base do sistema digital brasileiro. E é justamente sobre essa base que se assentam todas as demais camadas da transformação digital. Essa camada é invisível para a maioria dos cidadãos. Mas sua importância não pode ser subestimada. A performance das aplicações digitais — sua velocidade, estabilidade e segurança — está diretamente relacionada à qualidade técnica da rede que as suporta. Se a conexão falha, toda a experiência digital é comprometida.

 

O Brasil tem dado passos relevantes. A massificação da fibra óptica fez com que milhões de famílias chegassem ao ensino remoto durante a pandemia. O leilão do 5G abriu espaço para novas aplicações em logística, telemedicina e agricultura de precisão.

 

À medida que o país consolida seu marco legal e institucional para o século 21, é fundamental reconhecer o papel estratégico da infraestrutura crítica do setor de telecomunicações. Não apenas como um ativo econômico, mas como guardiã da base física e lógica que viabiliza todos os serviços digitais que movem a economia e a sociedade.

 

A transformação digital é irreversível — mas ela precisa de alicerces. Esses alicerces são invisíveis à maior parte da sociedade, mas indispensáveis para o avanço da jornada digital e para o futuro do país. O Brasil tem uma oportunidade histórica: transformar sua economia digital em instrumento de desenvolvimento inclusivo, competitivo e soberano. Ignorar essa base seria comprometer não apenas a inovação, mas o próprio destino nacional na era digital.

 

Mais do que um desafio técnico, trata-se de uma escolha política e civilizatória: se queremos ser apenas consumidores de tecnologia ou protagonistas da economia digital. A relevância desse setor não pode ser ofuscada pelo encantamento e pela popularização das plataformas digitais. É justamente a infraestrutura — a base e a fundação invisível — que sustenta todo o ecossistema digital. Sem ela, as aplicações mais modernas e inovadoras não conseguem ficar de pé.

 

(Edson Holanda, 29.09.2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)

 

O uso do acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão em:

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  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
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SE15692 - (Auxiliar Administrativo. Prefeitura de Tremembé. 2026. Vunesp) A missão Artemis II, que levou humanos de volta à Lua, carrega consigo um peso histórico. Afinal, a humanidade não visita o seu satélite desde 1972, quando a Apollo 17 concluiu a missão que levou o homem à Lua. Mas a verdadeira inovação da Artemis II não está no design do foguete. O que realmente faz dessa missão um marco histórico é quem está sentado na cabine de comando. Ao levar a primeira mulher, o primeiro homem negro e o primeiro não norte-americano para o espaço profundo, a Nasa decreta o fim de uma era. Basta olhar para o retrovisor. Quando o homem pisou na Lua, os heróis do programa Apollo tinham um perfil padronizado: homens, brancos, americanos e militares.

 

A escalação da Artemis II vira essa página. E isso está longe de ser apenas uma jogada de relações públicas. É o reconhecimento prático de que explorar o universo não deve ser um direito reservado a um único grupo demográfico. É preciso, porém, conter a euforia e olhar para a foto oficial da missão com uma dose de realismo. Os representantes do Sul Global, por exemplo, seguem sem ter um lugar nas jornadas rumo à imensidão do espaço. A verdadeira pluralidade de nações que não orbitam a influência direta de Washington continua ignorada. A Artemis II é um começo, que pode, e deve, ser ampliado no futuro. Para que a humanidade realmente consiga se enxergar por inteiro quando olhar para as estrelas, a porta dessa nave precisará se abrir muito mais.

 

(Correio Braziliense. Opinião. “Diversidade no espaço”, 08.04.2026. Adaptado)

 

A alternativa que está correta quanto à norma-padrão do emprego do acento indicativo de crase é:

  • 367
  • Ano: 2026
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SE15691 - (Agente Financeiro. Câmara Municipal de Caraguatatuba. 2026. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

“É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar à procura de uma esposa”. A frase de abertura de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, não era apenas uma crítica ao mercado matrimonial da Inglaterra do século 19, mas também uma das mais reconhecidas da literatura inglesa. Ela cativa os leitores com a sátira social característica de Austen, insinuando que a melhor chance de segurança para uma mulher era se casar com um homem rico. Hoje, suas palavras inspiram memes e vídeos no TikTok, enquanto seus seis romances foram adaptados de inúmeras maneiras.

 

Nascida em 1775 em Steventon, Austen era a sétima de oito filhos e começou a escrever paródias divertidas na adolescência. Publicando anonimamente a princípio, lançou Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Os livros A Abadia de Northanger e Persuasão foram publicados postumamente em 1817, o mesmo ano em que ela morreu aos 41 anos.

 

“As heroínas de Austen vivem em uma sociedade classista e patriarcal, com regras rígidas de conduta e uma dupla moral de gênero. De certa forma, nosso mundo do século 21 não é tão diferente”, diz Juliette Wells, professora de estudos literários no Goucher College, em Maryland. Wells, autora de A Jane de todos: Austen na imaginação popular, atribui o apelo duradouro de Austen à sua compreensão da natureza humana, com personagens que incorporam características ainda reconhecíveis em diversos contextos culturais. Austen deu às suas heroínas poder de decisão através de sagacidade, inteligência e força interior.

 

“Todos nós podemos nos inspirar nas protagonistas femininas de Austen, como Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito, que se preocupa demais com sua felicidade pessoal para aceitar propostas de homens que ela não respeita, ou Anne Elliot, em Persuasão, que vira as costas para o esnobismo da família e valoriza as qualidades admiráveis de pessoas menos privilegiadas”, acrescenta Wells.

 

Imagens das adaptações cinematográficas de Austen se tornaram ouro para a Geração Z, remixadas em conteúdo viral no TikTok, Instagram e Twitter. Acadêmicos notaram o potencial dos romances de Austen para memes, com suas frases espirituosas e personagens arquetípicos. Talvez uma verdade que possa ser universalmente reconhecida seja que o legado de Austen reside não apenas em sua fama literária, mas também em sua contínua relevância como escritora que ainda dialoga com o público moderno.

 

(Brenda Haas, Jane Austen aos 250 anos: dos livros ao TikTok. Disponível em: www.dw.com. 15.12.2025. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que está correta quanto à norma-padrão do emprego do acento indicativo de crase.

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  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE15690 - (Assistente de Informática. Câmara Municipal de São Roque. 2026. Vunesp) Em meio a metas e expectativas, muitas vezes ignoramos os sinais de adoecimento emocional. O bem-estar individual é diretamente influenciado por pressões constantes, excesso de trabalho, insegurança financeira, conflitos nas relações, falta de reconhecimento no trabalho e o desafio de equilibrar vida pessoal e profissional.

 

Segundo a psicóloga Ana Letícia Clemente Tavares, do TST, um ambiente de trabalho saudável deve ser um espaço de reconhecimento, de cooperação e de possibilidade de expressão tanto das nossas potencialidades quanto dos nossos limites. “Reconhecer limites não é uma fragilidade. Ao contrário, é um ato de responsabilidade e de cuidado fundamental para a preservação da saúde mental”, explica. “O sofrimento surge, muitas vezes, quando ______ pessoa é levada ______ negar seus próprios limites para atender ______ demandas excessivas do trabalho”.

 

(Andrea Magalhães. Janeiro Branco: campanha nacional sobre saúde mental diz respeito também ao ambiente de trabalho. https://www.tst.jus.br, 07.01.2026. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

  • 369
  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - TJM - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - TRF3 - TJAA - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE15689 - (Médico do Trabalho. Prefeitura de Sorocaba. 2026. Vunesp)

 

Nelson Rodrigues foi desde criancinha homem de jornal

 

Nelson Rodrigues foi desde criancinha homem de jornal. A partir de certa altura, quando começou a publicar suas memórias e confissões, Nelson repetiu sem parar certos lances de sua biografia. Era, de fato, a "flor de obsessão", como ele próprio se definia. O jornal, pode-se dizer, estava no seu berço. Quando o conheci, era já autor de A mulher sem pecado e acabava de estourar com O vestido de noiva, em 1943. Virou uma celebridade nacional. Uma única peça de estrondoso sucesso, ainda que controvertida, apagou o nosso complexo de inferioridade dramatúrgica. Dizia-se que a literatura brasileira, em todos os gêneros, florescia exuberante de talento e criatividade. Só o teatro tinha ficado para trás.

 

Não demorou muito e começou a polêmica em torno de seu êxito e de sua obra. Não tenho dúvida de que o próprio Nelson provocou e alimentou essa polêmica. Para isto, serviu-se do jornal. Não apenas dos jornais em que trabalhava, mas de toda a imprensa, na medida em que seu nome passou a ter um eco muito grande.

 

Só no Brasil, nas circunstâncias do momento em que viveu Nelson, em que viveu sua geração, pode-se admitir que um autor dramático da sua importância tenha permanecido na mais sufocante tarimba do jornal. Por gosto, por escolha, por fatalidade, por hábito, por um indisfarçável apego à rotina, Nelson nunca se afastou do dia a dia da redação. Só nos últimos anos, com a saúde abalada e com os jornais em franca transformação, modificou o seu estilo de vida. Ainda assim, não largou o jornalismo. Juntou-o à sua intensa atividade na televisão. Assinava três colunas diárias e nunca se recusava a escrever qualquer texto que lhe fosse pedido, sobretudo se dissesse respeito às suas peças e às suas convicções.

 

Fora as peças, que podia escrever em casa, toda a obra de Nelson Rodrigues foi escrita na redação. Escrita e, em boa parte, elaborada. Ou pensada. Podia dizer vivida. Ao contrário do que se pensou a certa altura e até se espalhou, ele nunca bebeu. Não conseguiu largar o cigarro, que naquela época ainda não sofria a campanha que veio a sofrer.

 

Chegava cedíssimo à redação, como era costume. Ao jornal O Globo eu chegava às seis horas da manhã. Devia ser essa também a hora de Nelson, se não fosse antes. Nelson era um monstro de trabalho. Jamais dava parte de cansado, por mais que se mostrasse abatido.

 

Sofrendo de uma úlcera, não comia nada que lhe fizesse mal ou que não conhecesse desde a infância. Mas era doido por sanduíches de mortadela e, às vezes, pedia a um amigo que comesse um para ele... ver. Era assim um autêntico voyeur de sanduíche de mortadela. Foi sempre, arraigadamente, um homem de jornal. Seu sangue cheirava a tinta e sua pele era de papel linha-d'água.

 

(RESENDE, Otto Lara. Seu palco sempre foi a redação de um jornal. Crônica Brasileira, 22 mar. 1992. Adaptado. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br)

 

A substituição da expressão destacada pela que está entre colchetes mantém a norma-padrão de colocação pronominal em:

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  • Ano: 2026
  • Banca: VUNESP
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SE15688 - (Contador Legislativo. Câmara Municipal de Matão. 2026. Vunesp) Leia a tira a seguir para responder à questão.

 

 

(Charles M. Schulz, Minduim. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos)

 

Assinale a alternativa em que a fala “Eu te alimento bem e você tem uma boa casa.” está reescrita conforme a norma-padrão de emprego e colocação de pronomes.

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