SE11653 - (Analista Administrativo. 2018. Cebraspe/Cespe) A respeito da evolução da administração pública brasileira, julgue o próximo item.
As primeiras teorias da administração, a exemplo da administração científica, focavam em delimitar tarefas e garantir sua execução, enquanto abordagens mais complexas, a exemplo da contingência, focam em elementos ligados ao ambiente de atuação.
SE11652 - (Jornalista. 2024. Vunesp) O trecho destacado está substituído pelo que está entre parênteses, de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal, em:
SE11651 - (Guarda Portuário. 2024. Vunesp) Assinale a alternativa em que a expressão em destaque está substituída, nos parênteses, de acordo com a norma-padrão de emprego e colocação pronominal.
SE11650 - (Enfermeiro do Trabalho. 2024. Vunesp) A alternativa em que, de acordo com a norma-padrão, o pronome destacado só pode ser colocado na posição em que se encontra na frase é:
SE11649 - (Agente técnico de iluminação pública. 2024. Vunesp) A colocação pronominal atende à norma-padrão em:
SE11648 - (Professor III. Taubaté. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Bons dias!
Quem nunca invejou não sabe o que é padecer. Eu sou uma lástima. Não posso ver uma roupinha melhor em outra pessoa, que não sinta o dente da inveja morder-me as entranhas. É uma comoção tão ruim, tão triste, tão profunda, que dá vontade de matar. Não há remédio para esta doença. Eu procuro distrair-me nas ocasiões; como não posso falar, entro a contar os pingos de chuva, se chove, ou os basbaques1 que andam pela rua, se faz sol; mas não passo de algumas dezenas. O pensamento não me deixa ir adiante. A roupinha melhor faz-me foscas2, a cara do dono faz-me caretas...
Foi o que me aconteceu depois da última vez que estive aqui. Há dias, pegando uma folha da manhã, li uma lista de candidaturas para deputados por Minas, com seus comentos e prognósticos. Chego a um dos distritos, não me lembra qual nem o nome da pessoa, e que hei de ler? Que o candidato era apresentado pelos três partidos, liberal, conservador e republicano.
A primeira coisa que senti foi uma vertigem. Depois, vi amarelo. Depois não vi mais nada. As entranhas doíam-me, como se um facão as rasgasse, a boca tinha um sabor de fel, e nunca mais pude encarar as linhas da notícia. Rasguei afinal a folha, e perdi os dois vinténs; mas eu estava pronto a perder dous milhões, contanto que aquilo fosse comigo.
Upa! Que caso único. Todos os partidos armados um contra os outros no resto do império, naquele ponto uniam-se e depositavam sobre a cabeça de um homem os seus princípios. Não faltará quem ache tremenda a responsabilidade do eleito – porque a eleição, em tais circunstâncias, é certa; cá para mim é exatamente o contrário. Deem-me dessas responsabilidades, e verão se me saio delas sem demora, logo na discussão do voto de graças.
Diria eu que ser conservador era ser essencialmente liberal, e que no uso da liberdade, no seu desenvolvimento, nas suas mais amplas reformas, estava a maior conservação. Vede uma floresta (exclamaria, levantando os braços). Que potente liberdade! e que ordem segura! A natureza, liberal e pródiga na produção, é conservadora por excelência na harmonia em que aquela vertigem de troncos, folhas e cipós, em que aquela passarada estrídula3, se unem para formar a floresta, que exemplo às sociedades! que lição aos partidos!
(Machado de Assis, Crônica – Bons Dias! Adaptado)
1 Basbaques – tolos, simplórios
2 Foscas – o mesmo que fosquinhas: gestos, provocações
3 Estrídulas – ruidosas
A alternativa, baseada no texto, que está redigida de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal é:
SE11647 - (Professor III. Taubaté. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Vocês desculpem tocar nesse assunto, mas a verdade é que está morrendo muita gente. Outro dia peguei por acaso num antigo caderninho de endereços que estava no fundo de uma gaveta, comecei a folhear e esfriei: quanto telefone de gente que já morreu!
Eu e um amigo estivemos imaginando uma Cidade dos Mortos que funcionasse mais ou menos como esta em que vivemos: uma cidade em que estivessem vivendo os mortos nossos conhecidos, os nossos mortos. Tinha muita gente, e gente ótima; é verdade também que alguns chatos; isso faz parte. Mas havia bons companheiros de praia, bons amigos de bar, excelentes papos. Poucas, raras mulheres de nossa estima; as mulheres, pelo visto, não costumam falecer.
O pior – dizia meu amigo, e eu batia a cabeça tristemente, a concordar – o pior é que esse “lado de lá” vai aumentando, e se a gente demorar muito por aqui acaba falando sozinho.
Embora eu não tenha nada contra o espiritismo, não acredito muito nessa história de sujeitos que baixam em sessões de subúrbio, cem, duzentos anos depois de morrer. Acho que depois de certa idade (idade de falecido) o morto não acredita mais em espiritismo. Considera-o uma impertinência dos vivos.
Tenho poucas mortas. Mas como são queridas! O engraçado é que à medida que o tempo passa elas vão ficando um pouco parecidas, vão-se fazendo irmãs, mesmo as que jamais se conheceram. Aparecem raramente e sempre caçoam um pouco de mim, mas com um jeito de carinho. Não faz mal que não me levem muito a sério; não mereço.
Mas a verdade é que nos piores momentos de minha vida sempre senti uma imponderável mão em minha cabeça; então fecho os olhos e me entrego a esse puro carinho, sem sequer me voltar para ver se é minha mãe, minha irmã ou uma doce, infeliz amiga ou apenas a leve brisa em meus cabelos.
(Rubem Braga. Desculpem tocar no assunto. https://cronicabrasileira.org.br, 14.06.1969. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a alteração da posição do vocábulo destacado em relação ao trecho original mantém a correção da colocação pronominal.
SE11646 - (Agente. Prefeitura de Santo André. 2024. Vunesp) A colocação pronominal atende à norma-padrão em:
SE11645 - (Agente. Santo André. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Traumas do Trânsito
Entre 2011 e 2021, o número de motocicletas circulando no Brasil cresceu 64,7%, de 18 milhões para 30,3 milhões. Como se sabe e boletim do Ministério da Saúde comprova, a escalada elevou a insegurança.
Em 2011, 70,5 mil motociclistas lesionados em acidentes de trânsito foram hospitalizados (3,9 a cada 100 mil habitantes). Já em 2021, foram 115,7 mil (6,1 a cada 100 mil) – aumento de 55% em dez anos.
Apesar de o número de mortos ter permanecido quase estável no período (11,5 mil e 11,1 mil, respectivamente), ele representa 26,6% das fatalidades no tráfego em 2011 e 35,3% em 2021.
Acidentes de trânsito são grave problema de saúde pública no país que, no caso de motocicletas, atinge estratos sociais fragilizados.
Em 2021, as hospitalizações de motociclistas custaram R$ 167 milhões ao Estado. Despesas por traumatismo cranioencefálico grave (TCE) passaram de R$ 123,7 milhões, em 2008, para R$ 278 milhões em 2019. Acidentes de trânsito são a principal causa de TCEs, seguidos por violência interpessoal.
Os custos não findam com a internação. Traumas geram sequelas que exigem tratamentos custosos para reabilitação e podem incapacitar o paciente por toda a vida. Ou seja, além dos gastos públicos, o país perde força laboral.
Para diminuir gastos na saúde e proteger jovens trabalhadores, é fundamental que o poder público, nas esferas municipal, estadual e federal, implemente ações de fiscalização e de conscientização que integrem órgãos de transporte, justiça, saúde e educação.
Tal orientação já consta do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, legislação aprovada pelo Congresso em 2018. Basta tirá-lo do papel.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 31.05.2023. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, a lacuna em – Traumas geram sequelas que exigem tratamentos custosos para reabilitação do paciente e podem para a vida profissional. – deve ser preenchida com:
SE11644 - (Assistente. 2024. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil perambular nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia.
Eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da Lua. Quando me dei conta, estava espiando uma fila que tomava a calçada. […] De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha muitos jovens. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se aperceberam. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um coração volúvel.
(Otto Lara Resende. A rua, a fila, o acaso. https://cronicabrasileira.org.br, 23.09.1992. Adaptado)
Glossário
aos magotes: aos montes.
Assinale a alternativa em que a alteração da posição do vocábulo em destaque em relação ao trecho original está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
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