Questões Comentadas

Estude com 14146 questões”.
  • 1041
  • Ano: 2025
  • Banca: INÉDITAS
  • Instituição: TJ/SP

SE13027 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) Em fevereiro de 2025, a Petrobras anunciou a assinatura de um contrato de longo prazo com a empresa britânica Centrica para a compra de gás natural liquefeito (GNL). O acordo prevê a aquisição de 800 mil toneladas por ano de GNL por um período determinado, com início em 2027. O suprimento será realizado a partir do portfólio da Centrica. Segundo a Petrobras, o acordo visa reduzir a exposição aos preços spot, aumentar a competitividade e garantir maior segurança de suprimento de gás natural ao Brasil.

 

Com base nessas informações, assinale a alternativa correta:

  • 1042
  • Ano: 2025
  • Banca: INÉDITAS
  • Instituição: TJ/SP

SE13026 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) Em fevereiro de 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a ONU Mulheres, lançou a publicação "Revisão das Políticas Públicas Brasileiras para Equidade de Gênero e Direitos das Mulheres". O documento mapeia legislações, políticas, planos e programas voltados às mulheres no Brasil, além de análises orçamentárias e outras pautas. Durante o webinar de lançamento, diversos especialistas destacaram desafios e avanços na promoção da igualdade de gênero no país.

 

Com base nessas informações, assinale a alternativa correta:

  • 1043
  • Ano: 2025
  • Banca: INÉDITAS
  • Instituição: TJ/SP

SE13025 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) Em 2025, arqueólogos anunciaram a descoberta da tumba de um faraó egípcio, considerada a primeira tumba real encontrada desde a de Tutancâmon, em 1922. A tumba, localizada a oeste da Necrópole de Tebas, foi inicialmente atribuída a uma consorte real devido à sua localização próxima a sepulturas de mulheres da realeza. No entanto, características específicas da câmara funerária indicaram que se tratava de um rei.

 

Assinale a alternativa correta sobre essa descoberta:

  • 1044
  • Ano: 2025
  • Banca: INÉDITAS
  • Instituição: TJ/SP

SE13024 - (Siga Escrevente. 2025. Inéditas) Em 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou um sobrepreço de R$ 189,5 milhões em um contrato celebrado pela Eletrobras em 2015 com o escritório de advocacia Hogan Lovells, dos Estados Unidos. Segundo o TCU, o contrato visava o reconhecimento de perdas contábeis e o envio de um formulário obrigatório para empresas com ações na Bolsa de Nova York. Entretanto, a Corte apontou que o contrato foi caro, pois utilizou informações públicas já disponíveis, além de destacar a falta de estudos técnicos e de um projeto básico adequado. Como consequência, o TCU aplicou sanções a ex-diretores e funcionários da Eletrobras.

 

Considerando essas informações, assinale a alternativa correta:

  • 1045
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13023 - (Assistente Social Judiciário. 2025. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.

 

Uma nova era para a China

 

A China encerrou 2024 com dois feitos notáveis. O primeiro: o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu no ano passado os 5% que o governo tinha como meta, ligeiramente abaixo dos 5,2% de 2023. Trata-se de crescimento invejável para a maioria dos países, mas muito aquém daquele que o gigante asiático já produziu em um passado não tão distante.

 

Reproduzir tal façanha nos próximos anos, contudo, parece cada vez mais improvável. Oficialmente, o governo chinês ainda sonha com crescimento de 5% no futuro próximo, mas tal desempenho exigirá bem mais que os estímulos dados por Pequim e que garantiram o cumprimento da meta de crescimento em 2024.

 

Desafios como a queda dos preços das casas no obscuro mercado imobiliário chinês, desemprego acima de dois dígitos entre os mais jovens e consumo interno fraco são problemas estruturais com os quais Pequim vem tentando lidar com o gradualismo que lhe é característico.

 

Outro ponto de atenção é o encolhimento populacional, mesmo para um país com mais de 1 bilhão de habitantes.

 

A China registrou declínio de população nos últimos três anos, indicativo de que os chineses, que contam com aparato muito reduzido de proteção social, têm optado por não ter filhos, ou seja, cai o número de trabalhadores e consumidores tão necessários a uma economia que precisará fortalecer cada vez mais a demanda interna.

 

Isto porque o segundo feito notável conquistado pela China no ano passado, o superávit comercial de quase US$ 1 trilhão (mais de R$ 6 trilhões), não apenas não deve se repetir, como certamente será utilizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como mais um argumento para limitar as importações norte-americanas de produtos chineses.

 

A China sabe que precisa calibrar sua política econômica porque o modelo atual, em grande parte bem-sucedido até aqui, pode enfraquecer ainda mais seu mercado doméstico. Os Estados Unidos sabem que precisam diminuir seu déficit comercial gigantesco, pois ele elimina empregos bem remunerados para os norte-americanos, entre outros problemas.

 

Uma nova era se anuncia para a China. Ao Brasil, que sabiamente resistiu a aderir à Nova Rota da Seda e vem aumentando tarifas de importação sobre veículos elétricos chineses, será necessária ainda mais racionalidade. Do contrário, o País sairá chamuscado na guerra entre as duas potências econômicas globais.

(O Estado de S.Paulo, Opinião, “Uma nova era para a China”, 19.01.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/ uma-nova-era-para-a-china/. Adaptado)

 

O termo destacado está empregado em linguagem denotativa na passagem:

  • 1046
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13022 - (Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão abaixo.

 

Os animais sentem o luto?

 

Mittens, o gato do nosso vizinho, era um aventureiro que gostava de entrar sorrateiramente na nossa casa sempre que surgia uma oportunidade, entre seus passatempos, pega-pegas diários com os outros gatos do quarteirão. Quando ele desapareceu, algumas semanas atrás, nossa gata começou a se comportar de um jeito diferente.[A] Quase sempre quieta e majestosa, ela ficou mais dengosa, resmungando enquanto olhava pela janela. “Ela está de luto”, disse meu marido. Nós presumimos que Mittens estava morto.

 

Será que a nossa gata “presumiu” a mesma coisa?

 

Falar sobre animais e luto convida a inevitáveis acusações de antropomorfismo, aquele hábito tentador de projetar características humanas em animais não humanos.

 

Mas, como explica Susana Monsó, filósofa e escritora, em Brincando de ser gambá: Como os animais entendem a morte, em tradução direta, nosso medo do antropomorfismo pode levar ao pecado oposto da “antropectomia” – a negação de que os animais apresentam características humanas. “Ambos os erros são igualmente graves”, escreve Monsó. “Ambos são descrições falsas da realidade”.

 

Com o livro, também aprendi que o “brincar de gambá” do título envolve mais do que simplesmente ficar imóvel quando um gambá se sente ameaçado, “ele para de responder ao mundo e começa a salivar, urinar, defecar e expelir uma gosma verde de cheiro repugnante de suas glândulas anais”, escreve Monsó. Parece muito mais esforço do que apenas “brincar”: expelir uma gosma fedorenta é, sem dúvida, comprometer- se com a brincadeira.

 

Alguns animais parecem de fato passar pelo luto, diz Monsó, referindo-se a girafas fêmeas que perambulam pela área onde um filhote morreu[B] e a queixadas que limpam repetidas vezes o cadáver de uma companheira morta.[C] Ela abre o livro com uma fotografia de um centro de resgate de chimpanzés: uma chimpanzé morta chamada Dorothy está sendo empurrada em um carrinho de mão por um grupo de seus companheiros chimpanzés,[D] que estão estranhamente silenciosos enquanto olham para ela, aparentemente emocionados e solenes.

 

Os chimpanzés estavam sofrendo? Será que eles sabiam que o que tinha acontecido com Dorothy um dia aconteceria com eles? Monsó apresenta seu livro em termos da “filosofia das mentes animais”. Ela sabe que, para leitores céticos, essa abordagem pode parecer difícil de engolir.[E] Mas, ao final do livro, eu estava convencido de que muitos animais não humanos têm, de fato, um “conceito de morte”, mesmo que não seja necessariamente o mesmo que o nosso.

(Jennifer Szalai, The New York Times. Tradução de Renato Prelorentzou. O Estado de S.Paulo, 30.11.2024. Adaptado)

 

Observa-se palavra ou expressão empregada em sentido figurado em:

  • 1047
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13021 - (Auxiliar em saúde bucal. 2025. Vunesp) Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.

 

Lição de vida

 

Inteligência emocional, resiliência e empatia. Segundo Valdeci de Souza Boareto, esses são os pilares principais de seu livro[A] Comportamento Que Te Salva – A Vida Sob o Olhar de um Gari Que Só Quer Respeito, que conta como é trabalhar nas ruas do Rio de Janeiro em uma das profissões mais desvalorizadas[E] do Brasil.

 

Graças à publicação de seu livro, o trabalhador da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) foi convidado a dar uma palestra na prestigiosa Universidade Harvard[C] (EUA). Foi a primeira vez que ele viajou de avião.

 

Um dos casos apresentados no livro aconteceu durante a limpeza do Viaduto do Méier, na capital fluminense. “Eu estava lavando tudo bonitinho e todo mundo feliz gritando ‘Comlurb, Comlurb’. (...) Só que a felicidade durou muito pouco.[D] No momento que estava tudo limpinho, veio uma pessoa, até bem vestida (...), que urinou no chão. E olhava para mim enquanto fazia isso, me dando uma angústia”, relembra, em conversa com o Estadão.

 

O autor conta que os moradores e comerciantes que viram a cena se irritaram,[B] sugerindo que jogasse o jato de água no infrator, mas Boareto pensou melhor. “Tive de respirar e pensar: esse jato de água é muito forte. Posso derrubar ou até cegá-lo”, considerou, constatando que “as duas famílias (a dele e a do homem) iriam sofrer”.

 

Boareto pediu que o motorista desligasse o caminhão- -pipa, de onde saía a água, e dirigiu-se ao homem. “Eu disse: ‘Sou seu amigo, rapaz. Eu estou fazendo isso aqui para a sociedade, para você também. Isso que você está fazendo não é normal, conta para mim o que está acontecendo?’”. O gari chegou perto do autor das ofensas e abraçou-o. O homem começou a chorar, conta o escritor. “Independentemente do que você faça, você sempre vai encontrar, de alguma forma, alguém que vai urinar naquilo que você esteja limpando com tanto amor e carinho.”

(Beatriz Bulhões. O Estado de S.Paulo, 1 de junho de 2024. Adaptado)

 

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi empregada em sentido figurado.

  • 1048
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13020 - (Agente de apoio à saúde. 2025. Vunesp) Leia a tira a seguir para responder à questão abaixo.

 

 

Na tira, foi empregada em sentido figurado a palavra:

  • 1049
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13019 - (Agente comunitário de Saúde. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

A tragédia das crianças sem saneamento

 

A falta de saneamento básico no Brasil faz com que 6,6 milhões de crianças de zero a seis anos, a chamada primeira infância, afastem-se de suas atividades, de acordo com o estudo Futuro em risco: efeitos da falta de saneamento na vida de grávidas, crianças e adolescentes, divulgado recentemente pelo Instituto Trata Brasil. Esse contingente de crianças, que equivale à população do Paraguai, segue sendo negligenciado na fase da vida que é, segundo múltiplas evidências nacionais e internacionais, determinante para um futuro digno. 

 

Sem acesso a esgoto tratado e a creches, ou às vezes sem poder frequentar a creche, quando esta existe, justa- mente porque falta saneamento na região em que vivem, parte significativa das crianças brasileiras cresce com uma herança nefasta, traduzida por uma renda 46,1% menor na idade adulta, de acordo com o estudo. Considerando-se um período de 35 anos de atuação profissional, a diferença de renda entre quem conta e quem não conta com saneamento básico é de mais de R$ 126 mil, montante nada trivial em um país tão desigual quanto o Brasil. 

 

O estudo do Trata Brasil radiografa uma série de efeitos nefastos que vão se acumulando na vida de quem não conta com saneamento na primeira infância. Sem água tratada ou banheiro, crianças de 11 anos têm dificuldade para identificar as horas em um relógio ou para calcular o valor de um troco, habilidades básicas e extremamente necessárias no dia a dia. E esse é apenas um exemplo do quanto a falta do mínimo trava a capacidade de aprendizado e, por consequência, de ascensão social. Crianças que viveram a primeira infância em condições precárias de saneamento chegam à segunda infância (7 a 11 anos) com sequelas no desenvolvimento e têm notas sensivelmente mais baixas em avaliações como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Não é surpresa, então, que jovens de 19 anos sem acesso a saneamento tenham, em média, atraso de 1,8 ano na escolaridade.

 

Garantir acesso à água e ao esgoto tratados, bem como à educação, é o melhor investimento que o País pode fazer em nome do bem-estar da população brasileira e de seu próprio futuro. Sem esgoto tratado, milhões de brasileiros estão expostos a enfermidades que deveriam pertencer ao passa- do, sobrecarregando e onerando o sistema de saúde, faltam às aulas (quando e se há escola), aprendem pouco ou qua- se nada, como demonstram indicadores nacionais e internacionais de educação, e tornam-se adultos despreparados e dependentes de ajuda governamental.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 13.10.2024. Adaptado)

 

O verbo destacado está empregado em sentido figurado na passagem:

  • 1050
  • Ano: 2025
  • Banca: VUNESP
  • Instituição: TJ/SP - MP/SP - DPE/SP - OFICIAL DE JUSTIÇA TJ/SP - Auxiliar de Promotoria (MP/SP)

SE13018 - (Cirurgião Dentista. 2025. Vunesp) Leia o texto para responder à questão.

 

O viés da palavra câncer: combate ao estigma

 

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que não vem com manual de instruções. É desafiador lidar com a notícia e, mais ainda, se preparar para o que está por vir. A própria palavra câncer não é uma palavra que as pessoas gostam de pronunciar, porque carrega um estigma e um peso, decorrentes de décadas de desinformação.

 

O estigma se reflete em expressões cotidianas. Quem nunca falou ou ouviu algo como “aquilo ali é um câncer para o País”? Não vamos menosprezar a doença que é, sim, complexa e pode ser o ponto final para muitas pessoas. Porém, precisamos ressaltar que os avanços em prevenção e tratamento são enormes e tornaram o diagnóstico cada vez mais promissor. É hora de reduzir a carga negativa que a palavra câncer carrega, pois, além de perpetuar desinformação, contribui para o isolamento emocional e psicológico de quem convive ou acompanha alguém nesse processo.

 

Compreender o câncer e seu significado não é mais sobre viver em função da doença, mas tratá-la para viver mais e melhor. Cada paciente, incluindo crianças e adolescentes em formação, é um indivíduo com uma história e trajetória únicas. Essa combinação é o que traz as melhores taxas de cura e sobrevida.

 

Tratar o câncer como algo terminal ou como uma guerra é uma violência silenciosa que abala a autoestima de quem está em tratamento. Medo e incerteza são naturais, mas, quando amplificados pelo estigma social, tornam-se fardos cruéis.

 

O primeiro passo para mudar essa realidade é disseminar informações precisas sobre o que significa viver com câncer, destacando que essa não é mais uma condição implacável. Campanhas de conscientização são essenciais, mas precisamos de uma transformação mais profunda e genuína no discurso e nas atitudes diárias.

(Victor Piana. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

 

A expressão destacada está empregada em sentido próprio em:

Precisa de Ajuda? Precisa de Ajuda?
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